Portugueses gastam 1,7 milhões de euros por dia em medicamentos

24/07/2014 - 08:45


Utentes gastaram mais de 52 milhões de euros em medicamentos no mês de Abril, avança o Porto Canal.


Os gastos representam um média diária de 1,7 milhões de euros.

 

 


Fonte: Porto Canal
http://portocanal.sapo.pt/noticia/32655/ 

Preço continua a ser barreira no acesso a fármacos para VIH

24/07/2014 - 07:49

A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras avisou esta quarta-feira que os elevados preços continuam a ser a principal barreira no acesso a novos medicamentos para o VIH/sida e aos testes de carga viral, que permitem verificar se o tratamento funciona, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

“Precisamos de melhores tratamentos de primeira linha, assim como de medicamentos de segunda linha com preços mais acessíveis para os casos em que a primeira linha não funciona”, apelou Jennifer Cohn, directora médica de uma campanha da Médicos Sem Fronteiras (MSF).

 

No momento em que decorre a conferência internacional sobre VIH/sida, em Melbourne, Austrália, o relatório da MSF sobre preço de medicamentos conclui que o custo dos tratamentos de primeira linha caiu ao longo do último ano.

 

Contudo, alguns tratamentos de segunda linha “custam mais do dobro que os de primeira linha”. Nalguns países, paga-se 12 vezes mais por estes tratamentos do que o preço mais baixo recomendado.

 

“Há milhões de pessoas sem acesso ao tratamento e muitas das que estão em tratamento precisam de ser transferidas para tratamentos mais recentes”, referem a organização MSF, em comunicado.

 

Outro relatório dos Médicos Sem Fronteiras chama a atenção para as dificuldades de acesso por parte de alguns países aos testes de carga viral.

 

Estes testes medem a quantidade de vírus VIH no sangue e detectam precocemente problemas de adesão ao tratamento.

 

Segundo a MSF, países como África do Sul, Índia, Malawi, Quénia e Zimbabwe não têm sido capazes de implementar em larga escala estes testes de carga viral.

 

Melhor negociação do preço ou aluguer de equipamentos em vez de compra são algumas das medidas que podem ser tomadas para reduzir os custos destes testes.

 

De acordo com a organização humanitária, estes testes de carga viral permitem descobrir muitas pessoas nas quais os tratamentos de primeira linha não funcionam e que precisem de ser transferidos para tratamento de segunda linha.

 

“Assim, os preços dos medicamentos para tratamento de segunda linha tornam-se uma questão crucial”, justifica os Médicos Sem Fronteiras.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/-continua-a-ser-barreira-no...

EMA recomenda suspensão da comercialização das soluções orais de metadona

15/07/2014 - 07:44

O Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu a revisão da segurança dos medicamentos, para administração oral, contendo metadona e povidona como excipiente. Decorrente desta avaliação, o PRAC recomendou a suspensão da comercialização das soluções orais de metadona que contêm povidona de elevado peso molecular.


Conforme referido na Circular Informativa N.º 096/CD/8.1.7.de 11/04/2014, os medicamentos contendo metadona são utilizados para prevenir ou reduzir os sintomas de abstinência em doentes dependentes de opióides, tais como a heroína, para prevenir a ocorrência de recaídas.

 

Em Portugal, a utilização dos medicamentos contendo metadona é feita através de uma autorização de utilização excepcional (AUE).


Algumas formulações orais de metadona contêm como excipiente a povidona de elevado peso molecular. Apesar de esta substância não ter riscos quando utilizada por via oral, quando é injectada, não é facilmente eliminada pelo organismo, acumulando-se em órgãos vitais, como o rim,o que pode causar danos graves.

 

O PRAC verificou a existência de risco associado à má utilização destes medicamentos por parte da população alvo e os danos potenciais decorrentes da injecção destas soluções orais.

 

O PRAC concluiu que a má utilização por injecção de tais soluções não poderia ser adequadamente evitada com medidas de minimização do risco, pelo que recomendou que a comercialização destes medicamentos seja suspensa até à reformulação da sua composição.

 

Adicionalmente, o PRAC recomendou algumas medidas para reduzir o risco de má utilização dos comprimidos de metadona contendo povidona de baixo peso molecular. A povidona de baixo peso molecular não se acumula no interior das células da mesma maneira que a povidona de elevado peso molecular, por esta razão, para estes medicamentos, o PRAC recomendou alterações ao resumo das características do medicamento (RCM) e folheto informativo (FI) para harmonizar e reforçar a mensagem de que os comprimidos são apenas para administração oral e não devem ser administrados de nenhuma outra forma.

 

Estas recomendações resultaram da revisão que o PRAC fez de todos os casos de reacções adversas graves disponíveis e dados da literatura. O PRAC consultou também um grupo de especialistas sobre a forma como os medicamentos contendo metadona são utilizados e sobre a sua efectividade e segurança na prática clínica. Os especialistas consideraram que a disponibilização de informações sobre os riscos associados à má utilização de medicamentos orais de metadona seria importante, mas não suficiente para gerir o risco nesta população de doentes, e que a povidona de elevado peso molecular deveria ser retirada dos medicamentos que contêm metadona.

 

A recomendação do PRAC será tida em conta pelo Grupo de Coordenação (CMDh), que emitirá uma posição.

 

O Infarmed continuará a acompanhar e a divulgar todas as informações pertinentes relativas a este assunto.

 

 

Fonte: Infarmed
http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MAIS_ALERTAS/DETALHE_...
 

Doentes cardíacos beneficiam com nova comparticipação

14/07/2014 - 10:48


O estado Português comparticipa, a 1 de Agosto, novos anticoagulantes orais. Até agora os doentes com fibrilhação auricular, um tipo de arritmia cardíaca com risco elevado de AVC, tinham que pagar por inteiro estes medicamentos inovadores, avança a Fundação Portuguesa de Cardiologia, em comunicado de imprensa.


A fibrilhação auricular é a perturbação do ritmo cardíaco crónica mais frequente e ocorre, sobretudo, em pessoas mais idosas. Esta arritmia faz com que se formem pequenos trombos que entram na circulação periférica e “viajam para o cérebro” provocando acidentes vasculares cerebrais (AVC). Estima-se que aproximadamente 6 milhões de pessoas na Europa sofram de fibrilhação auricular e é causa de 1/5 dos acidentes vasculares cerebrais (AVC), a principal causa de morte em Portugal.

 

A comparticipação destes medicamentos vem revolucionar a saúde pública em Portugal por diversas vias: os doentes tinham apenas acesso à comparticipação de um outro medicamento mais antigo, cuja substância é denominada varfarina. Esta última tinha uma ação farmacológica já ultrapassada, com muitas interações com a alimentação e outros medicamentos e sujeita a variações do metabolismo. Os tratamentos com varfarina implicam monitorização constante dos doentes, através de análises clínicas, facto que obriga a constantes consultas médicas, deslocações e gastos excessivos decorrentes desta rotina de vigilância contínua.

 

Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia congratula-se pelo acesso que o Estado veio permitir a estes medicamentos inovadores, o que acaba por ter ganhos significativos para o Serviço Nacional de Saúde, uma vez que se reduz o número de consultas de doentes com fibrilhação auricular e o número de análises. “Para o doente, é também uma clara mais-valia, sobretudo porque não interferem com outros medicamentos dado que grande parte destes doentes tem várias patologias associadas por serem pessoas já com uma certa idade”.

 

Fonte: comunicado de imprensa

Vacina para dengue da Sanofi é promissora

14/07/2014 - 08:39

A primeira vacina contra a dengue, da empresa francesa Sanofi, ofereceu protecção moderada em um grande estudo clínico, mas permanecem dúvidas sobre como ela poderá ajudar a combater a doença tropical que mais cresce no mundo, avança a agência Reuters.


O teste de fase final envolveu 10.275 crianças saudáveis ​​com idades entre 2 e 14 anos em cinco países na Ásia, região que responde por mais de dois terços da ocorrência da doença, que é transmitida por um mosquito. O Brasil enfrenta a doença há anos, sendo que só na cidade de São Paulo houve um forte aumento de casos no primeiro semestre em comparação a 2013.

 

A Sanofi já tinha divulgado em Abril que sua vacina reduziu a incidência da dengue em 56 por cento no estudo asiático, sem dar detalhes. Os resultados completos foram divulgados na Internet na passada sexta-feira, na publicação médica The Lancet.

 

O estudo apurou que a vacina era segura e que reduziu os casos mais graves de dengue hemorrágica em quase 90 por cento. Mas a vacina ofereceu pouca proteção para crianças mais novas - que estão em maior risco com a dengue - e provou notável ineficácia no combate a uma das quatro estirpes da doença viral.

 

Os resultados sugerem que a nova vacina actua melhor como um reforço imunológico para pacientes com alguma exposição prévia, e, portanto, pode ser mais útil em regiões tropicais onde a dengue é comum, e não como uma vacina para os viajantes.

 

"Tendo em vista a alta ocorrência da doença em países endémicos... esta vacina candidata, apesar da eficácia geral moderada, poderá ter um efeito substancial sobre a saúde pública", afirmaram os cientistas responsáveis pelo estudo.

 

O estudo foi conduzido por Maria Rosario Capeding, do Instituto de Pesquisa de Medicina Tropical nas Filipinas, e financiado pela Sanofi.

 

A Sanofi já investiu mais de 1,3 mil milhões de euros (1,77 mil milhões de dólares) nos últimos 20 anos no desenvolvimento da vacina, que está vários anos à frente de potenciais concorrentes.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0FG0XB20140711

Catorze países europeus se unem para baratear medicamento para hepatite C

11/07/2014 - 12:18

Catorze países europeus uniram-se pela primeira vez para negociar a redução do preço de um novo medicamento contra a hepatite C, o Sovaldi®, informou na quinta-feira a ministra da Saúde da França, Marisol Touraine, avança o SAPO Saúde, citando a AFP.

 

O Sovaldi® (sofosbuvir), do laboratório americano Gilead, é um tratamento inovador contra esta doença viral, mas o seu custo elevado (70.000 dólares por um tratamento de 12 semanas) preocupa as autoridades de saúde.

 

O medicamento representa "um avanço terapêutico considerável", mas "se aceitarmos um preço tão elevado, não poderemos curar todos e isso vai colocar a segurança social em risco, isto é, os outros doentes", disse a ministra.

 

"Por essa razão, lancei uma iniciativa inédita há várias semanas em Bruxelas para mobilizar todos os países europeus e para que unamos nossas forças para pesar nas negociações sobre os preços com este laboratório americano", acrescentou.

 

"Pela primeira vez, catorze países europeus uniram-se por esta casa. Por esta razão, vamos negociar, país por país, porque é assim que se faz, mas trocando informação", asseverou.

 

"Estamos a falar de milhares de milhões e não de milhões ou centenas de milhões", advertiu Touraine, ao se referir ao custo do tratamento para o sistema de saúde francês.

Portugal é um dos países envolvidos nas negociações.

 

 

Fonte: AFP/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/catorze-paises-europeus-se-...

Europa investe 3,3 mil milhões de euros para a descoberta de novos medicamentos

10/07/2014 - 07:34

No total são 3,3 mil milhões de euros o orçamento para a segunda fase do Programa da iniciativa europeia público-privada Medicamentos Inovadores para a descoberta de novos medicamentos na Europa. Nos primeiros concursos a propostas são para projectos nas áreas da diabetes e doenças da retina, avança a TV Ciência.

 

Acelerar o processo de descoberta de novos medicamentos em áreas médicas onde não existem tratamentos cem por cento eficazes e para doenças que afectam milhões de pessoas na Europa e no mundo é o objectivo da Iniciativa Medicamentos Inovadores (IMI).

 

A IMI é uma iniciativa público ou privada entre a Comissão Europeia e a Federação Europeia de Indústrias e Associações Farmacêuticas (da sigla em inglês, EFPIA) e entra hoje numa segunda fase de actuação com um orçamento de 3,3 mil milhões de euros para o período de 2014 a 2024.

 

Máire Geoghegan-Quinn, Comissária Europeia responsável pela Investigação, Inovação e Ciência, afirma, citada em comunicado da IMI, que "um dos maiores desafios que enfrentamos é fornecer melhores medicamentos e tratamentos aos europeus e ao mesmo tempo diminuir os custos nos nossos sistemas de saúde".

 

Neste sentido, afirma a Comissária, "a cooperação entre os actores públicos e privados nos sectores das ciências da vida pode ajudar a alcançar este objectivo".

 

Roch Doliveux, Presidente do Conselho de Governação da IMI e CEO da empresa farmacêutica UCB, afirma que "a saúde vai ser um grande desafio económico para a Europa nas próximas décadas", pelo que "a IMI é um investimento inteligente".

 

Isto porque a Iniciativa Medicamentos Inovadores "não apoia apenas o próspero sector das ciências da vida – um factor essencial de prosperidade futura para a União Europeia (UE) – mas também fornece-nos a plataforma de colaboração de que precisamos para alcançar o potencial de nova ciência na investigação em medicamentos".

 

"Ao juntar a indústria e a academia, a IMI pode ajudar a lidar com os desafios de cuidados de saúde existentes e melhorar as vidas dos pacientes", acrescenta o CEO.

 

Os primeiros concursos a projectos inovadores que envolvam instituições de investigação e empresas vão ser direccionados para a descoberta de novos medicamentos para a diabetes tipo 1 que afecta 17 milhões de pessoas em todo o mundo e para as doenças da retina (retinopatia diabética e degeneração macular relacionada com a idade), a principal causa de cegueira em todo o mundo, com um orçamento total de 49 milhões de euros.

 

Na área da diabetes tipo 1, o concurso agora aberto para recepção de propostas conta com um orçamento de 35 milhões de euros, dos quais 17,6 milhões de euros oriundos do Programa Horizonte 2020, 12,6 milhões de euros de grandes empresas farmacêuticas e 5 milhões de organizações de pacientes.

 

O objectivo deste projecto é "avançar no conhecimento sobre a diabetes tipo 1 e dar resposta à falta de ferramentas e tecnologias para detectar as pessoas com risco de vir a desenvolver esta condição", indica o comunicado.

 

Para além disso, prevê-se que o conhecimento e as ferramentas resultantes possam vir a ajudar a optimizar os estudos clínicos para tratamentos que curem ou previnam a doença.

 

No que diz respeito ao projecto sobre doenças da retina, o orçamento total é de 14 milhões de euros, 7 milhões de euros da Comissão Europeia e 7 milhões de euros da EFPIA, para o desenvolvimento de novos métodos e ferramentas que permitam medir o impacto destas doenças nas actividades diárias dos pacientes.

 

Os resultados decorrentes deste projecto poderão ser usados mais tarde em estudos clínicos para avaliar a eficácia de potenciais tratamentos.

 

 

Fonte: TV Ciência
http://www.tvciencia.pt/tvcnot/pagnot/tvcnot03.asp?codpub=35&codnot=67  

FDA aprova insulina inalável para diabéticos

09/07/2014 - 08:20

A entidade que regula os medicamentos nos EUA (a FDA) aprovou a comercialização da insulina inalável Afrezza®, um medicamento de acção rápida que substitui as injecções para o controlo glicémico em pessoas com diabetes, avança o SAPO Saúde.


O Afrezza®é um medicamento em pó que se dissolve rapidamente quando atinge o pulmão, fornecendo insulina à corrente sanguínea. Um comunicado divulgado pela MannKind, laboratório que produz o medicamento, informa o sangue atinge os níveis apropriados de insulina entre 12 a 15 minutos após a administração do fármaco.

 

Porém, a FDA adverte: o medicamento deve ser utilizado em combinação com uma insulina de acção lenta em pacientes com diabetes tipo 1 e não é recomendado a pessoas que fumam ou tratam cetoacidose diabética.

 

Antes da aprovação, foram realizados testes com mais de 3 mil participantes, portadores de diabetes tipo 1 e tipo 2. Ainda não há previsão para a venda do medicamento na Europa.


A diabetes é uma doença que atinge cerca de 347 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Se for controlada, não prejudica a qualidade de vida do paciente.

 

 

Fonte: SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/eua-aprovam-venda-de-insuli...

EUA querem lançar no mercado terapia promissora contra leucemia

08/07/2014 - 08:27

 

As autoridades norte-americanas anunciaram hoje que vão acelerar o processo de aprovação para colocar no mercado um novo tratamento experimental que tem obtido resultados promissores na cura da leucemia, avança a agência Lusa, citada pela RTP.

 

Na fase de testes realizada até ao momento, 89 por cento dos pacientes atingidos por leucemia verificaram que o cancro desapareceu completamente.

 

Trata-se de uma imunoterapia personalizada conhecida pelo nome de CTL019, desenvolvida pela Universidade da Pensilvânia e considerada um "grande avanço" pela Agência Federal do Medicamento (FDA) dos EUA, entidade que avalia todas as substâncias terapêuticas e terapias.

 

Isto significa que esta terapia vai beneficiar de um processo acelerado de avaliação por parte da FDA, tal como uma atenção particular para a sua colocação no mercado, já que foi a primeira imunoterapia contra o cancro a receber esta designação.

 

A terapia consiste em extrair células T imunitárias do paciente e depois programá-las geneticamente em laboratório para que anulem as células cancerígenas que produzem a proteína CD19.

 

Estas células T modificadas são depois injectadas no organismo do paciente, onde se multiplicam e atacam directamente o cancro, tendo 89 por cento dos pacientes tratados até agora entrado em remissão da doença.

 

A primeira criança a receber o tratamento, Emily Whitehead, celebrou em Maio dois anos de remissão da doença.

 

"Os primeiros resultados dão imensas esperanças para um grupo desesperado de pacientes e muitos deles conseguiram recuperar uma vida normal na escola ou no trabalho depois de receberem esta nova imunoterapia personalizada", disse o chefe da equipa de pesquisa da Universidade de Pensilvânia, Carl June.

 

A universidade aliou-se em 2012 à empresa farmacêutica Novartis para desenvolver e autorizar testes com esta terapia para o tratamento de vários tipos de cancro.

 

 

Fonte: Lusa/RTP
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=750927&tm=7&layout=121&visu...

Investigação recusa ligação entre vacinas e doenças como autismo ou cancro

02/07/2014 - 07:38

As vacinas infantis para o sarampo, papeira ou rubéola não causam autismo, revela um novo estudo divulgado esta terça-feira nos EUA, que conclui ainda que são raros os efeitos secundários graves associados à vacinação das crianças, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

O estudo analisou 20 mil relatórios publicados entre 2010 e 2013 e concluiu também não existirem quaisquer ligações entre a vacinação e doenças como leucemia, cancro ou alergias alimentares.

 

Os investigadores esperam que estas conclusões ajudem a dissipar receios propagados pelos activistas anti-vacinas, entre os quais se contam várias estrelas de Hollywood, como Jenny McCarthy ou Jim Carrey.

 

O estudo, publicado na revista científica norte-americana Pediatrics, pretende abordar uma tendência crescente de recusa das vacinas entre os pais nos Estados Unidos e na Europa, o que levou já ao ressurgimento do sarampo e tosse convulsa em algumas partes do mundo. 

 

"Concluímos que os efeitos secundários adversos ligados às vacinas são muito raros e, quando ocorrem, não são necessariamente graves", disse Courtney Gidengil, pediatra do Boston Children's Hospital, professora na Harvard Medical School e co-autora do estudo.

 

"Consideramos que isto reforça as provas de que os benefícios ultrapassam largamente o baixo risco de efeitos secundários graves das vacinas", acrescentou.

 

Apenas efeitos secundários sem gravidade

 

A investigação reforça as conclusões de um estudo de 2011 do Institute of Medicine, que apontavam alguns efeitos secundários relacionados com as vacinas, mas encontrava "raros problemas de saúde causados ou claramente associados à vacinação".

 

O relatório agora publicado inclui o estudo de várias vacinas que não foram analisadas no estudo de 2011, nomeadamente as da hepatite A, meningites [Haemophilus influenzae type b (Hib)], poliomielite, rotavírus e vacina pneumocócica conjugada.

 

Os efeitos secundários das vacinas do sarampo, papeira e rubéola (VASPR) e da vacina pneumocócica conjugada incluem febre e convulsões, enquanto as vacinas VASPR e a da hepatite A surgem ligadas ao surgimento de purpura (ruptura de pequenos vasos sanguíneos debaixo da pele.

 

Foram recolhidas também algumas evidências de que as crianças vacinadas contra a varicela podem desenvolver infecções ou reacções alérgicas.

 

As vacinas do rotavírus surgem associadas ao risco de intussusceção, uma condição em que uma parte do intestino desliza para dentro de outra.

 

Contudo, ressalvam os investigadores, o risco de surgimento desta condição é de entre 1 a 5 casos em cada 100 mil pessoas.

 

Não foram registadas mortes na investigação, que não encontrou provas suficientes de ligação entre a vacina da poliomielite e alergias alimentares nem qualquer ligação entre as vacinas e o surgimento de leucemias.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/investigacao-recusa-ligacao...

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