Sanofi: venda de vacina contra dengue pode começar no final de 2015

01/08/2014 - 13:16


A Sanofi espera submeter aplicações regulamentares para a primeira vacina do mundo contra a dengue no primeiro trimestre de 2015, e a fabricante francesa de medicamentos pode começar a vender os primeiros lotes ao final do mesmo ano, disse o presidente-executivo Chris Viehbacher esta quinta-feira, avança a agência Reuters.


"Esperamos que os primeiros países de lançamento estejam na América Latina - México, Brasil, Colômbia - (e) possivelmente na Ásia, Singapura e a Malásia (seriam) os países prioritários", disse Viehbacher a analistas numa teleconferência detalhando os resultados do primeiro semestre do grupo.

 

"Acredito que provavelmente começaremos a ver as vendas iniciais a partir do quarto trimestre de 2015", acrescentou.

 

Um estudo clínico de estágio final em larga escala mostrou este mês que a vacina da Sanofi fornece uma protecção moderada contra a dengue, mas dúvidas ainda permanecem sobre como será o seu desempenho em ajudar a combater a doença tropical que cresce mais rapidamente no mundo.

 

A Sanofi investiu mais de 1,3 mil milhões de euros (1,74 mil milhões de dólares) nos últimos 20 anos para desenvolver a vacina, que está vários anos à frente de potenciais concorrentes, e a farmacêutica construiu uma fábrica dedicada no sul da França com capacidade para produzir 100 milhões de doses ao ano.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0G01YM20140731

Curso recomenda normas de prescrição de medicamentos opióides

31/07/2014 - 09:02


A Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) promove um curso de formação sobre a utilização de medicamentos opióides em situações clínicas complexas, no próximo dia 19 de Setembro, entre as 9h30 e as 17h30, no auditório do ISLA, em Vila Nova de Gaia.

 

Destinado a profissionais de saúde, tem como objectivo esclarecer e promover o conhecimento técnico sobre as normas e prescrição de fármacos opióides para o tratamento da dor crónica de forte intensidade em situações clínicas complexas como na insuficiência hepática ou renal, nos doentes alcoólicos, nos dependentes de substâncias ilícitas ou a efectuar terapêutica de substituição, nas doenças psiquiátricas, nas demências ou nas alterações cognitivas, e na dor neuropática. A prescrição de opióides em grupos populacionais específicos como adolescentes, idosos e grávidas, assim como os mitos e efeitos secundários serão um assunto de debate entre os médicos presentes.

 

“A prescrição de medicamentos opióides em Portugal é reduzida comparativamente ao panorama europeu, e está associada a algum menor conhecimento das boas práticas de prescrição desta classe de medicamentos", refere Duarte Correia, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor.

 

E alerta: “O alívio da dor é um imperativo ético. O seu não tratamento implica custos muito mais elevados para o erário público, que o seu correto e atempado tratamento. Os doentes, incorrectamente medicados recorrem com muito maior frequência a consultas médicas nos centros de saúde e hospitais, ao serviço de urgência, apresentam dificuldade ou impossibilidade para a execução das tarefas de vida diária com necessidade de múltiplos e indispensáveis apoios sociais, um maior absentismo ou presencismo laboral, inaptidão ou incapacidade para o trabalho, “baixas médicas” frequentes ou reformas antecipadas”.

 

As inscrições para este curso formativo podem ser feitas através do email: tavaresa@med.up.pt.

 

Para mais informações consulte: http://www.aped-dor.com/

 

 

Fonte: comunicado de imprensa 

Novo sistema vai avaliar em permanência comparticipação e preços de medicamentos

29/07/2014 - 08:16


Os medicamentos já existentes no mercado vão passar a estar em permanente avaliação e podem vir a perder comparticipação ou a ter os seus preços alterados, no caso de os seus resultados já não serem os esperados. Esta é uma das novidades do Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias de Saúde (SINATS) que foi esta segunda-feira apresentado em Lisboa pelo ministro da Saúde e pelo presidente da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), organismos responsável por este sistema, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Além de uma avaliação permanente aos custos e eficácia dos medicamentos já no mercado e aos que serão introduzidos, o novo sistema vai também avaliar pela primeira vez os dispositivos médicos (como pacemakers, por exemplo).

 

O ministro Paulo Macedo lembrou que há no mercado cerca de 600 mil dispositivos clínicos, que até hoje não são avaliados em termos de custo-benefício.


Numa segunda fase, o SINATS vai ainda avaliar os equipamentos pesados, como máquinas de TAC, de ressonância magnética ou de radioterapia.

 

Sem apontar uma estimativa concreta sobre as poupanças que este sistema de avaliação pode vir a permitir, o ministro admite “ganhos muito significativos”.

 

“Poderemos estar a falar de ganhos muito significativos, se nos lembramos que Portugal gasta em medicamento mais de dois mil milhões de euros (…) e na área dos dispositivos clínicos umas largas centenas de milhões de euros”, declarou aos jornalistas à margem da apresentação do SINATS, sistema que deve estar em funcionamento no próximo ano.

 

Quanto aos medicamentos, quer os de farmácia como os de uso hospitalar, passarão a ter uma avaliação dinâmica ao longo de todo o seu ciclo de vida.

 

A sua revisão vai acontecer ao “ritmo que for necessário”, refere o presidente do Infarmed, Eurico Castro Alves, lembrando que vão merecer reavaliações mais frequentes aqueles que maior investimento do Estado representam.

 

“Temos mais de 16 mil medicamentos. Há uma série deles que representam encargos muito grandes para o nosso Serviço Nacional de Saúde e que têm maior consumo. Nesses vão estar centradas mais as nossas atenções”, referiu o responsável.

 

Eurico Castro Alves recordou que, depois de introduzidos no mercado, os medicamentos recebem a comparticipação estatal “em função da realidade” do momento.

 

“Imaginem um medicamento com um determinado preço. Entretanto aparece outro a metade do preço e que até tem melhor efeito na doença. Não faz sentido estar a comparticipar um medicamento que é obsoleto”, exemplificou.

 

O sistema apresentado contempla ainda a ideia de realizar contratos de partilha de risco com a indústria farmacêutica, de forma a que os laboratórios possam ter de compensar o Estado no caso de os resultados obtidos não serem os esperados.

 

O SINTAS vai desenvolver-se de forma progressiva, para que no futuro todo o sistema – medicamentos, dispositivos e equipamentos pesados – possam ser submetidos a esta avaliação de custo, eficiência e benefício.

 

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=720992

TechnoPhage testa para o tratamento de úlceras crónicas nos EUA

28/07/2014 - 07:56

A TechnoPhage, uma empresa de biotecnologia sedeada em Lisboa, recebeu autorização da U.S. Food and Drug Administration (FDA) à candidatura apresentada (Investigational New Drug (IND)) tendo em vista a entrada em ensaios em humanos do seu produto TP-102 – uma preparação de bacteriófagos para o tratamento de úlceras crónicas, incluindo do pé diabético infectado.

 

Esta autorização irá permitir à TechnoPhage iniciar ensaios clínicos, confirmando a segurança e eficácia destes produtos terapêuticos, após o sucesso da demonstração em ambiente laboratorial.

 

Presentemente, não existem no mercado medicamentos de aplicação tópica dirigidos especificamente ao pé diabético infectado. Neste sentido, a Technophage irá colmatar uma necessidade médica não satisfeita por nenhum medicamento disponível no mercado, prevendo-se um impacto muito significativo no bem-estar destes doentes.

 

Os produtos inovadores de base bacteriofágica têm sido desenvolvidos ao longo dos últimos oito anos através de uma colaboração conjunta entre a TechnoPhage e a Tecnifar, uma empresa farmacêutica portuguesa. O alcance desta importante fase do ciclo de desenvolvimento do novo produto resulta do forte compromisso assumido por ambas as empresas e corresponde a um feito único no panorama nacional do sector da biotecnologia.

 

“Esta autorização de entrada em fases clínicas dada pela FDA para o nosso produto TP-102 representa um passo muito importante no percurso da TechnoPhage que tem como objectivo tornar-se um player relevante no sector da biotecnologia a nível global. Este milestone, agora alcançado, é fruto de uma parceria de longa data entre a TechnoPhage e a Tecnifar, empresa farmacêutica que revelou desde início um forte compromisso com os projectos relacionados com terapia fágica, o que tem sido fundamental para o sucesso atingido.” Miguel Garcia, CEO da TechnoPhage.

 

Sobre a TechnoPhage

 

A TechnoPhage (www.technophage.pt) é uma empresa de biotecnologia orientada para a I&D de novas moléculas em diversas indicações terapêuticas. Os laboratórios da empresa estão localizados no perímetro do Instituto de Medicina Molecular com o qual a TechnoPhage estabeleceu um protocolo de colaboração científica.


A estratégia da empresa baseia-se na utilização de diversas plataformas tecnológicas de forma a identificar novas moléculas com potencial terapêutico em diversas áreas. Após a identificação das moléculas estas iniciam as fases de desenvolvimento.


Presentemente a empresa tem em curso, no seu pipeline, 11 programas de novas moléculas terapêuticas, estando uma dessas moléculas nas últimas fases de ensaios pré-clínicos para o tratamento de artrite.

 

Em Maio de 2014 a TechnoPhage assinou dois importantes acordos de colaboração científica para o desenvolvimento conjunto de novos fármacos com a Universidade de Macau e com o Instituto de Matéria Médica de Xangai.

 

Fonte: comunicado de imprensa

Portugueses gastam 1,7 milhões de euros por dia em medicamentos

24/07/2014 - 08:45


Utentes gastaram mais de 52 milhões de euros em medicamentos no mês de Abril, avança o Porto Canal.


Os gastos representam um média diária de 1,7 milhões de euros.

 

 


Fonte: Porto Canal
http://portocanal.sapo.pt/noticia/32655/ 

Preço continua a ser barreira no acesso a fármacos para VIH

24/07/2014 - 07:49

A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras avisou esta quarta-feira que os elevados preços continuam a ser a principal barreira no acesso a novos medicamentos para o VIH/sida e aos testes de carga viral, que permitem verificar se o tratamento funciona, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

“Precisamos de melhores tratamentos de primeira linha, assim como de medicamentos de segunda linha com preços mais acessíveis para os casos em que a primeira linha não funciona”, apelou Jennifer Cohn, directora médica de uma campanha da Médicos Sem Fronteiras (MSF).

 

No momento em que decorre a conferência internacional sobre VIH/sida, em Melbourne, Austrália, o relatório da MSF sobre preço de medicamentos conclui que o custo dos tratamentos de primeira linha caiu ao longo do último ano.

 

Contudo, alguns tratamentos de segunda linha “custam mais do dobro que os de primeira linha”. Nalguns países, paga-se 12 vezes mais por estes tratamentos do que o preço mais baixo recomendado.

 

“Há milhões de pessoas sem acesso ao tratamento e muitas das que estão em tratamento precisam de ser transferidas para tratamentos mais recentes”, referem a organização MSF, em comunicado.

 

Outro relatório dos Médicos Sem Fronteiras chama a atenção para as dificuldades de acesso por parte de alguns países aos testes de carga viral.

 

Estes testes medem a quantidade de vírus VIH no sangue e detectam precocemente problemas de adesão ao tratamento.

 

Segundo a MSF, países como África do Sul, Índia, Malawi, Quénia e Zimbabwe não têm sido capazes de implementar em larga escala estes testes de carga viral.

 

Melhor negociação do preço ou aluguer de equipamentos em vez de compra são algumas das medidas que podem ser tomadas para reduzir os custos destes testes.

 

De acordo com a organização humanitária, estes testes de carga viral permitem descobrir muitas pessoas nas quais os tratamentos de primeira linha não funcionam e que precisem de ser transferidos para tratamento de segunda linha.

 

“Assim, os preços dos medicamentos para tratamento de segunda linha tornam-se uma questão crucial”, justifica os Médicos Sem Fronteiras.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/-continua-a-ser-barreira-no...

EMA recomenda suspensão da comercialização das soluções orais de metadona

15/07/2014 - 07:44

O Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu a revisão da segurança dos medicamentos, para administração oral, contendo metadona e povidona como excipiente. Decorrente desta avaliação, o PRAC recomendou a suspensão da comercialização das soluções orais de metadona que contêm povidona de elevado peso molecular.


Conforme referido na Circular Informativa N.º 096/CD/8.1.7.de 11/04/2014, os medicamentos contendo metadona são utilizados para prevenir ou reduzir os sintomas de abstinência em doentes dependentes de opióides, tais como a heroína, para prevenir a ocorrência de recaídas.

 

Em Portugal, a utilização dos medicamentos contendo metadona é feita através de uma autorização de utilização excepcional (AUE).


Algumas formulações orais de metadona contêm como excipiente a povidona de elevado peso molecular. Apesar de esta substância não ter riscos quando utilizada por via oral, quando é injectada, não é facilmente eliminada pelo organismo, acumulando-se em órgãos vitais, como o rim,o que pode causar danos graves.

 

O PRAC verificou a existência de risco associado à má utilização destes medicamentos por parte da população alvo e os danos potenciais decorrentes da injecção destas soluções orais.

 

O PRAC concluiu que a má utilização por injecção de tais soluções não poderia ser adequadamente evitada com medidas de minimização do risco, pelo que recomendou que a comercialização destes medicamentos seja suspensa até à reformulação da sua composição.

 

Adicionalmente, o PRAC recomendou algumas medidas para reduzir o risco de má utilização dos comprimidos de metadona contendo povidona de baixo peso molecular. A povidona de baixo peso molecular não se acumula no interior das células da mesma maneira que a povidona de elevado peso molecular, por esta razão, para estes medicamentos, o PRAC recomendou alterações ao resumo das características do medicamento (RCM) e folheto informativo (FI) para harmonizar e reforçar a mensagem de que os comprimidos são apenas para administração oral e não devem ser administrados de nenhuma outra forma.

 

Estas recomendações resultaram da revisão que o PRAC fez de todos os casos de reacções adversas graves disponíveis e dados da literatura. O PRAC consultou também um grupo de especialistas sobre a forma como os medicamentos contendo metadona são utilizados e sobre a sua efectividade e segurança na prática clínica. Os especialistas consideraram que a disponibilização de informações sobre os riscos associados à má utilização de medicamentos orais de metadona seria importante, mas não suficiente para gerir o risco nesta população de doentes, e que a povidona de elevado peso molecular deveria ser retirada dos medicamentos que contêm metadona.

 

A recomendação do PRAC será tida em conta pelo Grupo de Coordenação (CMDh), que emitirá uma posição.

 

O Infarmed continuará a acompanhar e a divulgar todas as informações pertinentes relativas a este assunto.

 

 

Fonte: Infarmed
http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MAIS_ALERTAS/DETALHE_...
 

Doentes cardíacos beneficiam com nova comparticipação

14/07/2014 - 10:48


O estado Português comparticipa, a 1 de Agosto, novos anticoagulantes orais. Até agora os doentes com fibrilhação auricular, um tipo de arritmia cardíaca com risco elevado de AVC, tinham que pagar por inteiro estes medicamentos inovadores, avança a Fundação Portuguesa de Cardiologia, em comunicado de imprensa.


A fibrilhação auricular é a perturbação do ritmo cardíaco crónica mais frequente e ocorre, sobretudo, em pessoas mais idosas. Esta arritmia faz com que se formem pequenos trombos que entram na circulação periférica e “viajam para o cérebro” provocando acidentes vasculares cerebrais (AVC). Estima-se que aproximadamente 6 milhões de pessoas na Europa sofram de fibrilhação auricular e é causa de 1/5 dos acidentes vasculares cerebrais (AVC), a principal causa de morte em Portugal.

 

A comparticipação destes medicamentos vem revolucionar a saúde pública em Portugal por diversas vias: os doentes tinham apenas acesso à comparticipação de um outro medicamento mais antigo, cuja substância é denominada varfarina. Esta última tinha uma ação farmacológica já ultrapassada, com muitas interações com a alimentação e outros medicamentos e sujeita a variações do metabolismo. Os tratamentos com varfarina implicam monitorização constante dos doentes, através de análises clínicas, facto que obriga a constantes consultas médicas, deslocações e gastos excessivos decorrentes desta rotina de vigilância contínua.

 

Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia congratula-se pelo acesso que o Estado veio permitir a estes medicamentos inovadores, o que acaba por ter ganhos significativos para o Serviço Nacional de Saúde, uma vez que se reduz o número de consultas de doentes com fibrilhação auricular e o número de análises. “Para o doente, é também uma clara mais-valia, sobretudo porque não interferem com outros medicamentos dado que grande parte destes doentes tem várias patologias associadas por serem pessoas já com uma certa idade”.

 

Fonte: comunicado de imprensa

Vacina para dengue da Sanofi é promissora

14/07/2014 - 08:39

A primeira vacina contra a dengue, da empresa francesa Sanofi, ofereceu protecção moderada em um grande estudo clínico, mas permanecem dúvidas sobre como ela poderá ajudar a combater a doença tropical que mais cresce no mundo, avança a agência Reuters.


O teste de fase final envolveu 10.275 crianças saudáveis ​​com idades entre 2 e 14 anos em cinco países na Ásia, região que responde por mais de dois terços da ocorrência da doença, que é transmitida por um mosquito. O Brasil enfrenta a doença há anos, sendo que só na cidade de São Paulo houve um forte aumento de casos no primeiro semestre em comparação a 2013.

 

A Sanofi já tinha divulgado em Abril que sua vacina reduziu a incidência da dengue em 56 por cento no estudo asiático, sem dar detalhes. Os resultados completos foram divulgados na Internet na passada sexta-feira, na publicação médica The Lancet.

 

O estudo apurou que a vacina era segura e que reduziu os casos mais graves de dengue hemorrágica em quase 90 por cento. Mas a vacina ofereceu pouca proteção para crianças mais novas - que estão em maior risco com a dengue - e provou notável ineficácia no combate a uma das quatro estirpes da doença viral.

 

Os resultados sugerem que a nova vacina actua melhor como um reforço imunológico para pacientes com alguma exposição prévia, e, portanto, pode ser mais útil em regiões tropicais onde a dengue é comum, e não como uma vacina para os viajantes.

 

"Tendo em vista a alta ocorrência da doença em países endémicos... esta vacina candidata, apesar da eficácia geral moderada, poderá ter um efeito substancial sobre a saúde pública", afirmaram os cientistas responsáveis pelo estudo.

 

O estudo foi conduzido por Maria Rosario Capeding, do Instituto de Pesquisa de Medicina Tropical nas Filipinas, e financiado pela Sanofi.

 

A Sanofi já investiu mais de 1,3 mil milhões de euros (1,77 mil milhões de dólares) nos últimos 20 anos no desenvolvimento da vacina, que está vários anos à frente de potenciais concorrentes.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0FG0XB20140711

Catorze países europeus se unem para baratear medicamento para hepatite C

11/07/2014 - 12:18

Catorze países europeus uniram-se pela primeira vez para negociar a redução do preço de um novo medicamento contra a hepatite C, o Sovaldi®, informou na quinta-feira a ministra da Saúde da França, Marisol Touraine, avança o SAPO Saúde, citando a AFP.

 

O Sovaldi® (sofosbuvir), do laboratório americano Gilead, é um tratamento inovador contra esta doença viral, mas o seu custo elevado (70.000 dólares por um tratamento de 12 semanas) preocupa as autoridades de saúde.

 

O medicamento representa "um avanço terapêutico considerável", mas "se aceitarmos um preço tão elevado, não poderemos curar todos e isso vai colocar a segurança social em risco, isto é, os outros doentes", disse a ministra.

 

"Por essa razão, lancei uma iniciativa inédita há várias semanas em Bruxelas para mobilizar todos os países europeus e para que unamos nossas forças para pesar nas negociações sobre os preços com este laboratório americano", acrescentou.

 

"Pela primeira vez, catorze países europeus uniram-se por esta casa. Por esta razão, vamos negociar, país por país, porque é assim que se faz, mas trocando informação", asseverou.

 

"Estamos a falar de milhares de milhões e não de milhões ou centenas de milhões", advertiu Touraine, ao se referir ao custo do tratamento para o sistema de saúde francês.

Portugal é um dos países envolvidos nas negociações.

 

 

Fonte: AFP/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/catorze-paises-europeus-se-...

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