Medicamento contra a hepatite C não é eficaz em todos os doentes

21/04/2014 - 08:24


A autoridade do medicamento assinalou na passada quinta-feira que não está provado que o fármaco contra a hepatite C Sofosbuvir seja eficaz em todos os doentes, após o Diário de Notícias ter relatado que pacientes graves aguardam há muito este medicamento, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


"Não existe demonstração de que o medicamento hoje [quinta-feira] referido na imprensa, por si só, permita a erradicação da hepatite C em todos os doentes, nem que os doentes alegadamente à espera de tratamento com este medicamento não possam ter alternativa terapêutica", indica em comunicado a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

 

O Diário de Notícias relatou, na sua edição de quinta-feira, que há cerca de 80 doentes graves em todo o país que estão à espera há meses de um novo medicamento contra a hepatite C, o Sofosbuvir, que tem uma taxa de cura de 90% e que foi aprovado na Europa a 17 de Janeiro.

 

Segundo o jornal, a introdução do fármaco em Portugal já foi aprovada, mas o estudo relativo à sua comparticipação ainda não está concluído, obrigando as unidades hospitalares a recorrerem a pedidos de autorização excepcionais.


Os pedidos são feitos nos hospitais, mas têm de ser aceites também pelo Infarmed.

 

Na nota divulgada, a autoridade nacional do medicamento adianta que o processo de avaliação prévia do fármaco, em curso, está a ponderar "a relação entre o valor terapêutico acrescentado e o impacto para o Serviço Nacional de Saúde (SNS)", antes da sua entrada no circuito hospitalar.

 

O Infarmed esclarece que "só após esta avaliação poderá considerar-se a sua autorização para uso no SNS, com um preço que seja adequado aos benefícios potenciais do fármaco, quando comparado com outros inibidores de protease já usados em Portugal".

 

A entidade acrescenta que a comparticipação pública do Sofosbuvir, indicado para o espaço europeu, "só está autorizada na Dinamarca".

 

O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, já considerou, em declarações à agência Lusa, inaceitável atrasar o tratamento das pessoas quando existem medicamentos que as podem curar.

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=696961
 

Hepatite C: SNS escolhe entre curar 80 doentes e poupar 4,5 milhões

17/04/2014 - 12:11


Cerca de 80 portugueses esperam por um medicamento já utilizado na Europa e com uma taxa de sucesso de 90% contra a hepatite C. Neste momento, o acesso ao medicamento é feiro só com autorização excepcional, feita no hospital e apresentada de seguida no Infarmed, informa o Diário de Notícias, citado pelo Notícias ao Minuto.


Em causa está o medicamento Sofosbuvir, cuja introdução em Portugal já foi aprovada, mas que ainda não tem concluído o estudo relativo à comparticipação concluído, o que obriga as unidades hospitalares a recorrer a pedidos de autorização excepcionais (AE). Estes AE são feitos nos hospitais, mas têm que ser aceites também pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

 

O medicamento foi aprovado na Europa a 17 de Janeiro e tem uma taxa de cura de 90%. Mas como os estudos relativos à comparticipação ainda não estão concluídos, o acesso ao medicamento é dificultado. Há entre 80 a 85 doentes portugueses à espera desta solução. Estima-se que custos associados aos pedidos em espera, sem negociação com a indústria, rondem os 4,5 milhões, revela o DN.

 

Alguns dos que esperam são casos em que a ausência de tratamento pode ser fatal no período de ano, a ano e meio, menos em casos de cancro no fígado, informou a presidente da SOS Hepatites, Emília Rodrigues, ao DN.

 

Estes casos de doenças mais avançadas, em que não se chegou à cura com outros tratamentos, são analisados pela unidade hospitalar e têm de ser depois aprovados pela comissão de farmácia e terapêutica e pela administração. Tudo isto ainda antes de irem ao Infarmed.

 

Geralmente, o custo ronda os 48 mil euros por três meses, embora haja casos em que o tratamento tenha de chegar aos seis meses. O transplante, que custa mais de cem mil euros, é muitas vezes a alternativa possível. “Devia fazer-se tudo para evitar chegar a esta fase”, alerta a presidente da SOS Hepatites, ainda ao DN.

 

Só alguns dos infectados com hepatite C apresentam, na fase aguda, sintomas de doença e estima-se que apenas 30% dos cerca de cem mil doentes estarão diagnosticados, para serem devidamente acompanhados.

 

Ordem dos Médicos considera inaceitável espera por novo medicamento

 

O bastonário da Ordem dos Médicos considerou esta quinta-feira inaceitável que cerca de 80 doentes graves estejam à espera de um dos novos medicamentos contra a hepatite C e apelou aos médicos que informem a Ordem da situação, avança a agência Lusa, citada pelo DN.

 

Em declarações à agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos disse que a situação "não é normal, nem aceitável", uma vez que a vida dos doentes está a ser posta em causa.

 

"Não sabia que estavam tantos doentes à espera da AE. Este medicamento quase que permite erradicar a hepatite C e há doentes que têm indicação para o fazer. Não se compreende que haja este desfasamento de resposta. Não se pode fazer veto de gaveta com a saúde das pessoas", disse.

 

José Manuel Oliveira afirmou ser inaceitável atrasar o tratamento das pessoas quando existem medicamentos que as podem curar.

 

"O apelo que temos feito, e que reitero, é que os médicos enviem para a Ordem cópias dos pedidos de AE para que a Ordem possa interpelar o Infarmed, exigir uma resposta e fazer o acompanhamento da situação. Aos doentes que tenham indicação formal para tomar o medicamento não lhes pode ser negado tratamento", frisou.

 

José Manuel Silva lembrou que, no final do ano passado, já tinha chamado a atenção para esta situação.

 

"A hepatite C mata por evolução para cirrose ou cancro do fígado e não se sabe quando é que faz essa passagem de uma doença crónica curável para uma doença irreversivelmente progressiva até à morte", sublinhou, acrescentando que a taxa de cura com o novo medicamento é de 90%.

 

"Não sei quais são as negociações que estão a decorrer entre o ministério da Saúde e os laboratórios, nem de tenho de saber, mas não é aceitável esta demora na resposta a pedidos feitos, fundamentadamente, para doentes que precisam desta terapêutica, que já está a aprovada como terapêutica de primeira linha e com uma taxa de cura de 90%", concluiu.

 

Os dados divulgados no Diário de Notícias têm por base informação recolhida pela SOS hepatites.

 

Em Dezembro, o bastonário da Ordem dos Médicos tinha avançado que havia doentes com hepatite C "condenados à morte" por ainda não ter sido autorizada a comparticipação de novos medicamentos para combater a doença.

 

No início do ano, o Infarmed revelou que tinha chegado a acordo com a indústria farmacêutica para a comparticipação do tratamento da hepatite C, depois de meses de negociação.

 

Fonte: Diário de Notícias/Notícias ao Minuto
http://www.noticiasaominuto.com/pais/205196/poupar-4-5-milhoes-ou-tratar...
Fonte: Lusa/Diário de Notícias
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3817550&page=-1
 

Infarmed alerta para lotes falsificados de medicamento contra o cancro da mama

17/04/2014 - 08:22


A autoridade que regula o sector do medicamento alertou esta quarta-feira para a existência de lotes falsificados de um medicamento contra o cancro da mama, os quais ainda não foram detectados em Portugal, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

O alerta do Infarmed surge após a informação da Agência Europeia do Medicamento (EMA) que dá conta de embalagens falsificadas do medicamento trastuzumab, cujo nome comercial é o Herceptin®.


O Herceptin® é um fármaco administrado em meio hospitalar e as embalagens falsificadas resultaram de produto roubado em Itália, incluindo de hospitais, o qual foi falsificado e reintroduzido no mercado.

 

De acordo com o Infarmed, são nove os lotes falsificados (H4311B07, H4329B01, H4284B04, H4319B02, H4324B03, H4196B01, H4271B01, H4301B09 y H4303B01), os quais ainda não foram detectados em Portugal.

 

“As entidades que eventualmente tenham adquirido estes lotes de medicamento não devem proceder à sua venda, dispensa ou administração, devendo comunicar de imediato ao Infarmed”, lê-se no alerta deste organismo.

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/infarmed-alerta-para-lotes-...
 

Viagra® já tem 58 genéricos desde perda de patente em Janeiro

16/04/2014 - 07:58


Desde que o Viagra® perdeu a patente, no início do ano, 58 medicamentos genéricos desta substância contra a disfunção eréctil começaram a ser vendidas e há mais de 600 com Autorização de Introdução no Mercado (AIM), segundo o Infarmed, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.


O famoso ”comprimido azul” chegou a Portugal em 1998 e perdeu a patente no dia 14 de janeiro deste ano. No entanto, ao longo de 14 anos, foram várias as tentativas de comercialização de genéricos do Viagra®, o que o laboratório com a patente (Pfizer) impediu através do recurso aos tribunais.

 

Com a aproximação da data da perda de patente, começou uma “corrida” aos pedidos de AIM.

 

Dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), a que a Lusa teve acesso, revelam que existem 626 medicamentos genéricos da substância activa “Sildenafil” com AIM.

 

Destes, 58 genéricos iniciaram comercialização após fim da patente, adiantou o mesmo organismo.

 

Dados da consultora IMS Health fornecidos à Lusa pela Pfizer indicam que, em 2012, foram vendidas 129.052 unidades de Viagra®, movimentado 3.901.268 euros.

 

No ano passado, entre Janeiro e Novembro, foram vendidas 127.445 unidades, num total de 3.864.217 euros.

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/Viagra-com-58-genericos-des...

Tratamento contra hepatite C eliminou vírus em mais de 90% dos casos

15/04/2014 - 08:38


Um novo tratamento contra uma das variantes do vírus da hepatite C foi testado em 380 pessoas, todas com cirrose. Três meses após o fim do tratamento, o vírus tinha sido eliminado em mais de 90% dos doentes tratados, conclui um estudo publicado na última edição da revista New England Journal of Medicine, citado pelo jornal Público.


O tratamento foi feito à base de várias substâncias químicas, mas sem a utilização de interferões – o composto que, até agora, era a única arma que tinha alguma eficácia contra o vírus da hepatite C, tratando definitivamente a doença em 50% dos doentes, mas que provocava muitos efeitos secundários.

 

“Estes níveis de resposta são do outro mundo, não fazem parte do mesmo planeta dos níveis de resposta do interferão”, diz em comunicado Fred Poordad, o cientista líder desta investigação publicada agora, da Escola de Medicina do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, em San Antonio, EUA. “A razão deste estudo ser tão importante é porque o interferão não é tolerado nem é seguro em muitas pessoas que têm cirrose. Neste estudo, muitos dos doentes de cirrose nem sequer seriam aceites para serem tratados com o interferão”.

 

A hepatite C afecta cerca de 200 milhões de pessoas no mundo. Não existe nenhuma vacina contra esta doença. Em Portugal, de acordo com os dados da Associação Grupo de Apoio SOS Hepatites, estima-se existirem 150 mil portadores do vírus.

 

As pessoas podem contrair o vírus quando entram em contacto com sangue infectado, na partilha de seringas ou em relações sexuais. O vírus multiplica-se maciçamente nas células do fígado, mas também pode infectar os linfócitos, células do sistema imunitário.

 

Um quinto das pessoas infectadas consegue debelar o vírus, mas na maioria, a hepatite C torna-se crónica, causando cansaço, mal-estar e náuseas. A doença também é conhecida como hepatite silenciosa, já que muitas vezes não causa sintomas. No entanto, ao fim de décadas, pode causar cirrose e provocar cancro no fígado.

 

Existem quatro genótipos mais importantes da hepatite C (variantes deste vírus), que tem uma grande capacidade de mutação. Segundo a Associação Grupo de Apoio SOS Hepatites, o genótipo 1e o genótipo 4 são aqueles que têm mais resistência ao tratamento tradicional, com interferão.

 

No novo estudo, os doentes foram tratados com o cocktail de quatro substâncias (ABT-450/ritonavir, ombitasvir, dasabuvir e ribavirina), por via oral. Estes químicos são inibidores de proteínas importantes para a replicação do vírus.

 

Medicação no mercado apontada para 2015

 

O tratamento só foi testado em portadores do genótipo 1 da hepatite C que tinham cirrose. Os doentes foram testados em 78 clínicas em Espanha, Alemanha, Inglaterra e nos EUA, entre 2012 e 2013. Um dos factores que impedia alguém de entrar nestes ensaios clínicos era ser portador de outro vírus crónico como o VIH, o vírus da sida.

 

Os doentes foram divididos em dois grupos: 208 receberam a medicação durante 12 semanas, enquanto 172 receberam a medicação durante 24 semanas. Os efeitos secundários mais comuns foram fadiga, dores de cabeça e náuseas.

 

No grupo das 12 semanas, 191 (91,8%) dos 208 participantes ficaram livres do vírus 12 semanas após o fim dos tratamentos. No caso do grupo das 24 semanas, 165 (95,9%) dos 172 participantes não tinham vírus 12 semanas após o fim do tratamento. Os investigadores vão continuar a testar anualmente estes participantes para verificar que a doença está, de facto, debelada.

 

Os ensaios foram apoiados pela farmacêutica AbbVie. Segundo o comunicado, espera-se que este regime de medicação esteja no mercado no final deste ano ou no início de 2015.

 

Fonte: Público
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/tratamento-contra-hepatite-c-elimi...

EMA iniciou revisão da segurança dos medicamentos contendo codeína

14/04/2014 - 11:38


A Agência Europeia do Medicamento (EMA) iniciou a revisão da segurança dos medicamentos contendo codeína utilizados para o tratamento da tosse e constipação em crianças (doentes com menos de 18 anos), avança o Infarmed, em comunicado.


Esta revisão surge na sequência da revisão dos medicamentos contendo codeína utilizados no alívio da dor em crianças (divulgada na circular informativa n.º 149/CD/8.1.7 de 28/06/2013). 

 

O metabolismo humano transforma a codeína em morfina. Alguns doentes transformam a codeína em morfina a um ritmo mais rápido que o normal (são metabolizadores ultra rápidos da codeína), o que aumenta os níveis de morfina em circulação e, consequentemente, os seus efeitos tóxicos, como dificuldade respiratória.

 

Atendendo a que foram implementadas medidas de minimização do risco nos medicamentos contendo codeína utilizados no alívio da dor em crianças, a EMA irá avaliar a relação benefício-risco dos medicamentos contendo codeína utilizados no tratamento da tosse e constipação em crianças.

 

Em Portugal estão autorizados dois medicamentos contendo codeína para o tratamento da tosse em crianças: Codipront® e Toseína®.

 

A EMA e o Infarmed continuarão a acompanhar e a divulgar toda a informação disponível sobre este assunto.

 

 

Fonte: Infarmed

http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MAIS_ALERTAS/DETALHE_...

Esquizofrenia: Infarmed atento a fármaco que pode ser perigoso

11/04/2014 - 07:52


Portugal, em conjunto com outros países da Europa, está a acompanhar o caso de possíveis reacções adversas a um medicamento para a esquizofrenia mas o mesmo continua à venda, informou esta quinta-feira fonte oficial, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


O medicamento em causa, Xeplion®, pode ter causado até 17 mortes no Japão desde Novembro do ano passado, informou esta quinta-feira a unidade japonesa da farmacêutica internacional Janssen Pharmaceuticals.

 

Contactada pela Lusa a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) disse ter sido notificada de uma reacção adversa ocorrida em Portugal com a substância activa, em 2013, durante um ensaio clínico (manifestada através do agravamento da doença).

 

"O Infarmed e as restantes agências europeias encontram-se, em articulação com a EMA (Agência Europeia do Medicamento), a acompanhar este caso, mas ainda não temos informação adicional a transmitir", foi dito à Lusa.

 

O medicamento, segundo dados do Infarmed, foi aprovado pela Comissão Europeia a 04 de Março de 2011 e está a ser comercializado em Portugal desde 01 de Fevereiro deste ano, em dosagens de 75, 100 e 150 miligramas.

 

A Janssen Pharmaceuticals, uma filial do grupo norte-americano Johnson & Johnson, aconselhou os médicos japoneses a usarem o medicamento com muita prudência, apesar de não estar comprovada a ligação do Xeplion® às mortes.

 

Segundo as estimativas da unidade japonesa da Janssen Pharmaceuticals, o medicamento terá sido usado por cerca 10.700 pessoas desde o seu lançamento no mercado nipónico a 19 de Novembro do ano passado.

 

As causas das 17 mortes registadas incluem ataque cardíaco, embolia pulmonar e asfixia por inalação de vómito.

 

Em muitos destes casos, os óbitos verificaram-se cerca de 40 dias após terem sido administradas injecções do medicamento.

 

Numa nota informativa divulgada na página online da unidade nipónica da Janssen Pharmaceuticals, a farmacêutica indica que a "substância pode permanecer no organismo até pelo menos quatro meses após ter sido administrada", aconselhando os médicos a ficarem atentos a qualquer efeito colateral.

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=695774

EMA prepara informação sobre associação do medicamento Actos® a risco de cancro

10/04/2014 - 11:26


A Agência Europeia do Medicamento (EMA) está a preparar informação adicional sobre o medicamento para tratamento de diabetes que foi associado a risco de cancro, sabe a tvi24.


A iniciativa pretende responder às dúvidas em torno do fármaco, que voltou a ser notícia depois de um tribunal norte-americano ter condenado as empresas responsáveis pela sua produção e comercialização nos EUA a multas históricas, por terem ocultado aos seus pacientes o risco associado.

 

O medicamento, que tem como substância activa a pioglitazona e nome comercial Actos®, é vendido em Portugal, onde o Infarmed segue precisamente as indicações da EMA, que avaliou a situação e considerou que, "num grupo restrito de doentes, o benefício de utilização do medicamento continua a compensar o risco identificado".

 

A venda de medicamentos cuja substância activa é pioglitazona baixou em Portugal nos últimos dois anos, depois de estudos feitos em 2011 terem concluído que há "existência de um ligeiro aumento do risco de cancro da bexiga em doentes em tratamento com pioglitazona". José Manuel Boavida, director do Plano Nacional Contra a Diabetes, já tinha dado conta à tvi24 dessa diminuição, ao mesmo tempo que salientava que em alguns casos de doentes insulino-resistentes o medicamento é "extremamente útil".

 

Em 2011 foram vendidas 142.591 embalagens (números que se referem aos medicamentos comparticipados e dispensados em regime de ambulatório à população abrangida pelo Serviço Nacional de Saúde, em Portugal continental). Em 2012 esse número baixou para 125.993 e em 2013, ainda com dados provisórios, para 115.685.

 

Quanto à incidência de cancro da bexiga em doentes tratados com pioglitazona, há dados referidos no RCM (o Resumo das Características do Medicamento) elaborado pela EMA. São estes: "Foram notificados casos de cancro da bexiga com maior frequência na meta-análise dos ensaios clínicos controlados com pioglitazona (19 casos em 12.506 doentes, 0,15%) do que nos grupos controlo (7 casos em 10.212 doentes, 0,07%)".

 

O documento deixa também recomendações sobre procedimentos a adoptar. São os seguintes, de acordo com esclarecimento prestado ao tvi24 pelo Infarmed: "A pioglitazona não deve ser prescrita a doentes que tenham, ou tenham tido, cancro da bexiga ou que apresentem hematúria macroscópica de causa desconhecida; antes de iniciar o tratamento com pioglitazona, devem ser verificada a existência de factores de risco para o cancro da bexiga (idade, tabagismo e exposição a certos químicos ou tratamentos); nos doentes mais idosos, o tratamento com pioglitazona deve ser iniciado com a dose mais baixa, pois estes doentes apresentam um risco acrescido de cancro da bexiga e de insuficiência cardíaca; o tratamento com pioglitazona deve ser revisto a cada três a seis meses; o tratamento deve ser descontinuado sempre que não revele benefício suficiente".

 

Fonte: tvi24
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/medicamento-associado-risco-cancro-dia...
 

Há um "caso notificado" em Portugal de cancro da bexiga associado ao medicamento Actos®

10/04/2014 - 07:42

Há um "caso notificado" em Portugal de cancro da bexiga associado ao medicamento Actos®, usado no tratamento de diabetes tipo 2, revela o Infarmed. Mas a Autoridade Nacional do Medicamento mantém a sua comercialização, por considerar que "o benefício de utilização do medicamento continua a compensar o risco". Esta foi a informação prestada pelo Infarmed à tvi24.pt, numa altura em que um tribunal federal dos EUA condenou a farmacêutica japonesa Takeda e a empresa norte-americana Eli Lilly a uma multa recorde de 6,5 mil milhões de euros, por terem ocultado o risco acrescido de cancro da bexiga associado ao Actos®.


O medicamento, cuja substância activa é a pioglitazona, foi alvo em 2011 de uma avaliação pelo Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia do Medicamento (EMA), como nota o Infarmed no esclarecimento ao tvi24.pt: "Esta avaliação foi concluída em Outubro de 2011 tendo sido confirmada a existência de um ligeiro aumento do risco de cancro da bexiga em doentes em tratamento com pioglitazona. No entanto, e por ter considerado que num número limitado de doentes não havia alternativas terapêuticas adequadas, o CHMP recomendou que a pioglitazona deveria permanecer disponível como tratamento alternativo, apenas para aquelas situações".

 

O medicamento continua a ser comercializado nos EUA, bem como em quase toda a Europa. Em França foi suspenso, no entanto.

 

Questionado se está prevista uma reavaliação da situação em Portugal, o Infarmed nota que segue as recomendações da EMA: "Portugal à semelhança de todos os países europeus, participa, segue e implementa as orientações emitidas pela EMA, que considerou que num grupo restrito de doentes, o benefício de utilização do medicamento continua a compensar o risco identificado".
O risco em causa está expresso no folheto informativo do fármaco, vulgo bula, e foi alvo, explica ainda o Infarmed, de precauções adicionais: "Foi ainda considerado necessário implementar um material educacional dirigido aos médicos prescritores, no âmbito do Plano de Gestão do Risco dos medicamentos contendo pioglitazona".

 

O médico José Manuel Boavida, director do Plano Nacional Contra a Diabetes, explica à tvi24.pt os benefícios do medicamento e a abordagem médica à sua prescrição.


"As prescrições do medicamento caíram a pique, quando se soube dos riscos, mas há situações em que ele é extremamente útil" explica: "Tem um cariz muito específico em algumas pessoas que têm insulino-resistência. Diminui a necessidade de insulina ou de outros medicamentos".

 

A solução é avaliar bem os prós e os contras, diz. "Tem que haver um pesar de riscos, entre benefícios e eventuais prejuízos", nota, frisando também a importância do acompanhamento posterior do paciente. "Depois tem que se acompanhar muito bem a situação".

 

"Muitas vezes a medicina é a arte de conciliar os conhecimentos científicos com as necessidades de intervenção", observa, notando como exemplo que o Actos® também envolve o "aumento do risco de fractura do colo do fémur nas mulheres".

 

"Quase todos os medicamentos têm imensos riscos", insiste, alertando para o risco do alarmismo.

 

"O que é necessário é que as comissões de regulamentação avaliem bem a situação", nota, embora não acredite que a decisão judicial nos EUA venha a desencadear alguma revisão do processo no plano europeu. "Uma alteração agora só se for motivada por uma questão política, não técnica. Para haver uma reavaliação técnica tem que haver novos dados. Agora, pode haver uma decisão política, como foi o caso em França".

 

José Manuel Boavida lembra que as dúvidas sobre o Actos® surgiram num momento delicado para as autoridades gaulesas. "Os franceses retiraram-no porque tinham uma situação muito complicada com um medicamento que matou milhares de pessoas. Era um medicamento para a diabetes usado para perder peso", recorda. A substância em causa era o benfluorex e o caso ainda dura nos tribunais franceses.

 

Fonte: tvi24
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/medicamento-associado-cancro-bexiga-in...
 

Prescrição de antibióticos vai passar a ser limitada a sete dias

09/04/2014 - 14:33


A partir da próxima semana a prescrição de antibióticos vai passar a ser limitada pelos médicos a um período máximo de sete dias, avança a Antena 1. A medida faz parte do programa de prevenção, controlo de infecções e de resistência a este tipo de medicamentos, sendo avaliada ao longo deste ano. Caso não sejam alcançados os resultados pretendidos, poderá haver alterações.


O director-geral da Saúde, Francisco George, afirma à Antena 1 que é urgente aplicar medidas de combate a este problema “muito preocupante” em Portugal que é a resistência das bactérias aos antibióticos.

 

Oiça a notícia aqui.

 

Fonte: Antena 1
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=729520&tm=2&layout=123&visu...
 

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