Estudo: cuidado com os medicamentos tomados fora de horas

29/10/2014 - 08:34


Os horários são para se cumprir. De certo que a regra não lhe é desconhecida e se estivermos a falar de medicação deve mesmo levá-la à letra. Isto porque cientistas comprovaram, pela primeira vez, que um medicamento tomado na hora errada pode deitar por terra todo o seu efeito, revela o The Independent, citado pelo Notícias ao Minuto.


A prescrição médica de um medicamento tem um horário associado para a sua toma, que nem sempre é respeitado na íntegra. Isto porque descobriu-se agora que a eficiência de um medicamento pode ser muito mais eficiente consoante a hora a que for tomado. Além disso não convém saltar o horário do mesmo, sob o risco de este perder a sua força.

 

O corpo possui um relógio biológico de 24 horas e cada órgão funciona de forma diferente, dependendo das horas, explica o The Independent. A conclusão é de um grupo de cientistas, que aconselha também a que se tenha em atenção a finalidade do medicamento antes de definir as horas a que vai tomá-lo.

 

Os investigadores realizaram um mapa da actividade dos vários órgãos do corpo humano e registaram a sua actividade diária, concluindo que há órgãos que trabalham melhor à noite e outros durante o período diurno.

 

O fígado, por exemplo, é aquele que está mais activo ao longo das 24 horas, sendo porém mais activo no período da noite, um pouco antes da meia-noite, enquanto os genes das glândulas suprarrenais funcionam melhor pela manhã, um pouco depois da 6h.

 

No estudo publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, os cientistas revelam, também, que depois de entrarem no organismo os medicamentos têm uma vida relativamente curta, o que significa que deve cumprir-se minuciosamente o horário em que devem ser tomados, para não se correr o risco de perderem o seu efeito.

 

 

Fonte: The Independent/Notícias ao Minuto
http://www.noticiasaominuto.com/mundo/297474/cuidado-com-os-medicamentos...

Especialistas propõem fundo para financiar medicamentos inovadores

28/10/2014 - 08:19


A dificuldade e o atraso no acesso alguns medicamentos inovadores para os utentes do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente em doenças como o VIH/sida ou o cancro, vão estar em debate nesta terça-feira na Assembleia da República. Um grupo de especialistas que participaram no “Think Tank” - Pensar a Saúde - Promover e Disponibilizar a Inovação aos Cidadãos, coordenado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade Nova de Lisboa com o apoio da farmacêutica Roche, vai apresentar uma proposta no sentido de se criar um fundo específico para financiar a inovação e que deverá contar tanto com dinheiro do Orçamento do Estado como da indústria farmacêutica, avança o jornal Público.

 

As principais conclusões do grupo apontam para que o primeiro passo seja distinguir as meras novidades da verdadeira inovação terapêutica para, depois, conseguir com as verbas do fundo cobrir a diferença entre o tratamento tradicional e o inovador. Uma ideia que segundo Ana Escoval, professora da ENSP e uma das coordenadoras do trabalho, é “particularmente interessante e importante com a actual situação económica e financeira de Portugal”, que tem influenciado as verbas disponíveis para medicamentos que podem “trazer melhor qualidade de vida aos doentes”.

 

As primeiras propostas do grupo foram apresentadas há um ano e a ideia é, agora, sensibilizar os decisores políticos, no Parlamento, para o facto de a inovação terapêutica paga com dinheiro público não representar apenas despesa, podendo trazer a médio e longo prazos ganhos em saúde tanto para os doentes e suas famílias, como para a própria sociedade ou para o Estado.

 

A sessão, além de intervenções de deputados de todos os partidos com assento parlamentar, contará ainda com uma apresentação do director do Serviço de Oncologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte e investigador no Instituto de Medicina Molecular, Luís Costa, e com o testemunho de dois doentes que consideram que o acesso a terapêuticas inovadoras alterou o prognóstico das doenças que lhes foram diagnosticadas. Um dos casos diz respeito a um cancro da mama e o outro a um tumor raro da coluna. Aliás, no início de Dezembro o grupo irá apresentar as conclusões finais do acesso a terapêuticas inovadoras em exclusivo para a área oncológica.

 

 

Fonte: Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/acesso-a-medicamentos-inovadores...

Vacina contra ébola começa a ser testada em Dezembro nos países afectados

27/10/2014 - 08:39

 

Os primeiros testes de vacinas do vírus ébola devem começar em Dezembro na África Ocidental e centenas de milhares de doses poderão estar disponíveis em meados de 2015, anunciou na passada sexta-feria, uma responsável da Organização Mundial da Saúde (OMS), avança o Diário Digital.

 

"Tudo está a ser preparado para começar os testes nos países afectados ainda em Dezembro", afirmou a directora-geral adjunta Marie-Paule Kieny, antecipando que centenas de milhares de doses poderão estar disponíveis "na primeira metade" do próximo ano.

 

As declarações de Marie-Paule foram feitas depois da agência de saúde das Nações Unidas se ter reunido na quinta-feira, à porta fechada, com peritos médicos, responsáveis de países afetados pela epidemia, empresas farmacêuticas e organizações financeiras.

 

Neste momento, há duas vacinas experimentais que são as principais candidatas aos testes: uma oriunda do Canadá, outra de uma empresa farmacêutica britânica. Outras cinco estão em estudo.

 

A directora indicou que o plano inicial é começar pela Libéria e há discussões para incluir Serra Leoa e Guiné-Conacri nos testes da vacina, o que ainda depende da primeira fase de ensaios clínicos em vários países europeus e africanos, em que se tentará garantir que os produtos são eficazes e seguros.

 

"A vacina não é uma bala mágica [contra o vírus]", advertiu Marie-Paule.

 

 

Fonte: Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=739735

Medo de efeitos secundários afasta pessoas da vacina da gripe

22/10/2014 - 07:09


A ideia de que a vacina contra a gripe está associada a efeitos secundários ou que induz a doença é um dos motivos que leva os grupos alvo da vacinação a não se imunizarem, segundo um estudo apresentado esta terça-feira, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


O trabalho ainda preliminar foi conduzido pelo Instituto Nacional de Saúde (INSA) através de inquéritos feitos a cerca mil famílias portuguesas, tendo como alvo as pessoas com mais de 65 anos e os doentes crónicos, os grupos a quem é altamente recomendada a vacinação e para quem a vacina é gratuita nos centros de saúde.

 

Segundo Baltazar Nunes, do INSA, muitas pessoas alegam que quando tomaram a vacina tiveram gripe ou desenvolveram uma gripe mais forte. Contudo, o especialista explicou à Lusa que não há qualquer descrição de uma relação causa-efeito entre a toma da vacina e o desenvolvimento da gripe.

 

“Durante o período da vacinação há mais incidência de outros vírus respiratórios. O que pode acontecer é que as pessoas desenvolvam uma constipação ou uma infecção respiratória provocada por outro agente e que pode ter uma sintomatologia próxima da gripe. Mas isso não tem relação com a vacina”, referiu.

 

As conclusões do trabalho desenvolvido por Baltazar Nunes e por Ana João Santos indicam ainda que a não toma da vacina está também associada a uma noção de que se é pouco susceptível à gripe.

 

“Acham que são saudáveis e não desenvolvem a doença ou que se a desenvolvem não é grave”, sintetizou Baltazar Nunes.

 

Outro dos três factores principais apontados para não se vacinarem é a dificuldade em aceder ao médico de família.

 

Perante estes resultados preliminares, Baltazar Nunes considera que é importante “realizar mais campanhas de informação e sensibilização para a importância da vacinação contra a gripe”.

 

O especialista lembrou que os grupos alvos definidos pela Direcção-Geral da Saúde estão em risco de desenvolver mais complicações associadas à doença, podendo mesmo registar “consequências graves”.

 

O INSA realizou esta terça-feira uma reunião sobre “Vigilância Epidemiológica da Gripe em Portugal”, em que se analisaram os resultados da vigilância da época gripal passada.

 

Segundo Raquel Guiomar, especialista do Instituto, a época passada foi considerada “moderada”, com o período epidémico a centrar-se nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2014, o que é considerado “mais tardio do que o habitual”.

 

Não foram verificados excessos de mortes relacionados com a gripe e a maior percentagem de casos da infecção registaram-se em jovens e adultos entre os 15 e os 44 anos.

 

Quanto aos internamentos e admissões nos cuidados intensivos por gripe, 72% dos doentes tinham doença crónica, mas apenas 3,8% se tinha vacinado.

 

Segundo Raquel Guiomar, relativamente à época gripal deste ano, Portugal mantém-se ao dia de hoje sem qualquer caso de gripe sazonal, enquanto na Europa já se registaram alguns casos mas “muito reduzidos e esporádicos”.

 

Raquel Guiomar acrescentou à Lusa que a actividade gripal na Europa está ainda em níveis “muito baixos” e que em Portugal não foram ainda detectados casos de gripe.

 

Apesar de o tempo seco e frio proporcionar condições para a transmissão do vírus entre as pessoas, a especialista lembra que não é o único factor.

 

Adiantou também que é “imprevisível” se a época gripal deste ano vai ser forte ou moderada, mas aconselhou os portugueses que se enquadram nos grupos indicados pelas autoridades a levarem a vacina.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=738667

Pediatras classificam como segura a única vacina contra a meningite B

14/10/2014 - 07:13


A Sociedade Portuguesa de Pediatria considera a vacina contra a meningite tipo B, infecção que pode ser letal, como a "única forma de protecção contra a doença", indicando que pode ser administrada a todos os lactentes, crianças e adolescentes, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Comercializada há poucos meses em Portugal e com um custo unitário de 98,36 euros, esta vacina contra a meningite tipo B não está incluída no Programa Nacional de Vacinação nem tem qualquer comparticipação, sendo um medicamento sujeito a receita médica.

 

Em resposta à Lusa, a direcção da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) indicou que a vacina 4CMenB (cujo nome comercial é Bexsero®) é "actualmente a única disponível para prevenção da doença invasiva" conhecida como meningite tipo B.

 

A Comissão de Vacinas da Sociedade de Infecciologia da SPP analisou esta vacina, considerando que “é imunogénica e segura em lactentes, crianças e adolescentes”.


“Mesmo desconhecendo-se com precisão qual será a percentagem das estirpes circulantes em Portugal cobertas pela vacina, ela é, actualmente, a única forma de proteção contra a doença invasiva meningocócica tipo B”, refere a recomendação.

 

A Direcção-geral da Saúde encontra-se ainda a analisar a vacina, nomeadamente para perceber a sua adequação à bactéria que geralmente circula em Portugal.

 

“Estamos a estudar a vacina propriamente dita e a tentar perceber se a que existe se adequa à nossa bactéria”, declarou à Lusa a subdirectora-geral da Saúde Graça Freitas.

 

Na sua recomendação, a Comissão de Vacinas da Sociedade de Infecciologia da SPP refere que a vacina mostrou ser segura e induzir memória imunológica em todos os grupos etários.

 

Já os efeitos secundários esperados, como febre e reacções locais, “têm uma incidência semelhante às vacinas” do Programa Nacional de Vacinação.

 

Segundo o esquema vacinal aprovado pela Agência Europeia do Medicamento, a vacina contra a meningite B requer duas ou quatro doses, com intervalos mínimos de um a dois meses, dependendo da idade da criança a vacinar.

 

A taxa de letalidade da meningite situa-se entre os cinco e os 14 por cento, sendo que 11 a 19 por cento sobrevivem com alguma sequela a longo prazo.

 

Em Portugal, de acordo com os dados mais recentes analisados pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, em 2011 mais de 70% dos casos de meningite pertenciam ao tipo B.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=736792

Todos os dias faltam 150 mil embalagens de medicamentos nas farmácias

13/10/2014 - 07:36


Entrar numa farmácia com uma receita médica e conseguir aviar todos os medicamentos prescritos é cada vez mais uma raridade. Todos os dias faltam, em média, 150 mil embalagens nas farmácias portuguesas – um cenário que se tem agravado nos últimos anos. De ansiolíticos a medicamentos para o colesterol, as carências são muitas e, na maior parte dos casos, mantêm-se ao longo de todo o ano, alerta o Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (Cefar) da Associação Nacional das Farmácias (ANF), avança o jornal Público.


Perante o crescente número de queixas, a ANF montou há um ano um barómetro diário das falhas, que permite perceber em tempo quase real que medicamentos estão em falta e onde, explicou ao Público a directora-executiva do Cefar. “No acumulado de 12 meses, entre Agosto de 2013 e Julho de 2014, registámos um total de 57 milhões de embalagens em falta, que foram reportadas por 2227 farmácias, o que corresponde a mais de 78% das farmácias existentes em Portugal”, adiantou Suzete Costa.

 

O problema, sublinhou a responsável, é ainda mais grave pelo facto de na lista dos medicamentos que mais têm faltado estarem fármacos para doenças crónicas, como a doença pulmonar obstrutiva crónica, diabetes, ou mesmo ansiolíticos e anticoagulantes. “A grande maioria são medicamentos que as pessoas precisam de tomar o ano inteiro, o que as obriga a ir a duas e três farmácias e mesmo assim voltarem de mãos a abanar”, acrescentou. As dificuldades são tantas que muitas farmácias já alocaram um funcionário “só para pesquisar onde é que se pode ir buscar os medicamentos e percorrer os grossistas para conseguir o fármaco”, reforçou a directora deste centro da ANF.

 

Quanto a justificações para a degradação do acesso ao medicamento em Portugal, Suzete Costa refere “razões multifactoriais”. “Nunca tivemos isto no passado. Se recuarmos cinco anos, podíamos ter situações pontuais em que o medicamento só chegava da parte da tarde, mas era raro o utente não levar os medicamentos todos de uma vez. Agora, sobretudo desde 2011, muitas farmácias com as reduções progressivas de preço dos medicamentos e com a alteração drástica do sistema de remuneração têm dificuldade em manter os níveis de stock”, apontou a responsável do Cefar.

 

Preços em baixa nos últimos anos

 

Os últimos dados da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) mostram que o preço médio global de uma embalagem de um fármaco no Serviço Nacional de Saúde não passou, em Abril deste ano, dos 12,08 euros. O valor sobe para 15,41 euros no caso dos medicamentos de marca e desce para 7,17 euros nos genéricos, quando em 2009 em todos os casos o valor estava próximo dos 16 euros.


Suzete Costa referiu, ainda, que “também há medicamentos que não existem mesmo em Portugal porque por terem um preço tão baixo deixam de ser atractivos para as farmacêuticas”. Depois, surgem situações mais pontuais em que os laboratórios não conseguem dar resposta à procura por limites na capacidade de produção, como é o caso da vacina BCG (contra a tuberculose).

 

“Sempre que o Estado reduz os preços dos medicamentos para reduzir a sua despesa, isso tem implicações para quem tem um sistema de remuneração parcialmente indexado ao preço. Sempre que há cortes administrativos nos preços, a remuneração dos grossistas e da farmácia baixa. As insolvências e as penhoras são só o caso limite, o extremo deste cenário de degradação que começa com a falta de medicamentos nas prateleiras”, afirmou a responsável do centro da ANF, que adiantou que em Junho existiam 1756 farmácias com fornecimentos suspensos por dívidas aos grossistas, com a dívida litigiosa a ultrapassar já os 303 milhões de euros. Em Dezembro de 2013 eram 1567 as farmácias nesta situação, quando em 2011 eram 795 e em 2009 apenas 255, o que significa que o número disparou quase 600% em cinco anos.

 

 

Fonte: Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/todos-os-dias-faltam-150-mil-emb...

Ébola: Portugal terá acesso ao soro experimental se necessário

09/10/2014 - 06:37


O ministro da Saúde assegurou esta quarta-feira que a Direcção-Geral da Saúde (DGS) obteve garantias de que Portugal terá acesso ao soro experimental que foi administrado aos doentes que sobreviveram ao vírus do Ébola, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Paulo Macedo falava na Comissão Parlamentar de Saúde, onde garantiu que Portugal está preparado para responder a eventuais casos de ébola, o que passará pelo acesso ao soro experimental.

 

Além desta questão medicamentosa, Paulo Macedo disse que Portugal tem vindo a preparar-se para dois cenários: "Para a necessidade de repatriamento de um português que tenha sido infectado pelo vírus e para a importação de um caso do exterior".

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=735391
 

Uso prolongado de ansiolíticos pode elevar risco de Alzheimer

02/10/2014 - 06:41


O uso prolongado e indiscriminado de ansiolíticos e soporíferos pode aumentar o risco de um idoso desenvolver a doença de Alzheimer, segundo um estudo publicado no British Medical Journal, citado pelo Diário Digital.


Utilizados para tratar sintomas como a ansiedade e a insónia, os benzodiazepínicos (como o Rivotril®, Frontal®e Lexotam®) foram associados a um risco até 51% maior de desenvolver demência.

 

A pesquisa foi conduzida por um grupo de cientistas canadianos e franceses com recurso a dados do sistema de saúde do Quebeque, no Canadá.

 

Foram comparados 1.796 casos de Alzheimer em pessoas com mais de 66 anos com 7.184 idosos saudáveis (da mesma faixa etária) por um período de seis anos antes do diagnóstico da doença. Os resultados revelaram que quanto maior o tempo de uso do medicamento, maior o risco de demência. Acima de 180 dias, por exemplo, houve o dobro de probabilidades de desenvolver a patologia.

 

 

Fonte: Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=733716

Infarmed aprova Fampyra™ da Biogen Idec

01/10/2014 - 07:49


O Infarmed acaba de autorizar a utilização de Fampyra™ (fampridina, comprimidos de libertação prolongada), o primeiro tratamento destinado a combater as disfunções da marcha em doentes com Esclerose Múltipla (EM). Trata-se do primeiro tratamento que demonstrou ser eficaz em pessoas com todos os tipos de EM, tanto na forma surto-remissão, como nas formas secundária progressiva, primária progressiva e progressiva recidivante.


De acordo com um estudo publicado em 2011, cerca de 93% dos doentes com EM reportam problemas de mobilidade nos primeiros 10 anos do diagnóstico. Actualmente verifica-se um aumento do absentismo laboral, e consequentemente diminuição dos rendimentos, nos doentes que apresentam problemas da marcha , sendo que estes problemas são também responsáveis por uma diminuição da qualidade de vida dos doentes e cuidadores.

 

Fampyra™ aumenta a função neurológica através da melhoria da condução dos impulsos nervosos através dos neurónios desmielinizados. Em ensaios clínicos, os doentes que responderam a Fampyra™ apresentaram uma melhoria significativa na velocidade da marcha superior a 25 por cento e ficou demonstrado que Fampyra™ traz melhorias significativas na qualidade de vida dos doentes. Fampyra™ pode ser usado em monoterapia ou conjuntamente com outras terapêuticas para a EM, incluindo medicamentos imunomoduladores.

 

Para Ana Martins da Silva, especialista do Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar do Porto – Hospital de Santo António, “Fampyra™ representa um avanço importante no tratamento de um dos sintomas mais frequentes e incapacitantes para os doentes com EM. É um fármaco que melhora a marcha e a qualidade de vida destes doentes, independentemente do curso da doença ou da sua duração. Trata-se de um fármaco com algumas características, como sejam a facilidade de administração (2 comprimidos por dia), rápida e simples avaliação da resposta ao tratamento (em 15 dias na maioria dos doentes) e perfil de segurança bem conhecido. Considero estes fatores importantes para uma adequada utilização na prática clinica, assegurando a acessibilidade do fármaco aos doentes com EM e perturbação da marcha, os quais podem vir beneficiar deste novo medicamento. Por fim, realço que a combinação de fármacos adequados, como Fampyra™, e programas de fisioterapia individualizados e regulares, são indispensáveis para a melhoria da marcha e consequentemente da incapacidade dos doentes com EM.”

 

Fátima Paiva, presidente da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla explica que “este é um medicamento cuja comparticipação aguardamos com bastante expectativa desde 2011, pois sabemos que é a única solução disponível para alguns portadores, especialmente para os casos de EM secundária progressiva e para todos aqueles que vêm a sua mobilidade afectada, representando a possibilidade de recuperar alguma qualidade de vida”.

 

 

Fonte: comunicado de imprensa 

Excesso de antibióticos antes dos dois anos traz risco acrescido de obesidade

30/09/2014 - 07:38


Administrar antibióticos às crianças com menos de dois anos aumenta o risco de obesidade infantil, mais agravado nos casos em que recebem doses maiores, segundo um estudo publicado esta segunda-feira, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.


“Na medida em que a obesidade resulta de múltiplas causas, reduzir a prevalência depende da identificação e controlo de todos os fatores de risco”, explicou Charles Bailey, do hospital pediátrico de Fiadélfia (Pensilvânia), principal autor da investigação publicada no Journal of the Medical American Association (JAMA).

 

Os investigadores estudaram os dossiers médicos de mais de 64 mil crianças, desde a nascença até aos cinco anos, entre 2001 e 2013, e descobriram que 69% das crianças tinham tomado antibióticos duas ou três vezes antes dos dois anos.

 

Quatro vezes como tecto máximo

 

A taxa de prevalência de obesidade nas crianças era de 10% aos dois anos, 14% aos três anos e 15% aos quatro anos, enquanto o excesso de peso era de 23% aos dois anos, 30% aos três anos e 33% aos quatro anos.

 

Os cientistas determinaram que as crianças tratadas com antibióticos quatro ou mais vezes antes dos dois anos corriam um risco ainda maior de obesidade.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/excesso-de-antibioticos-ant...

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