Medo de efeitos secundários afasta pessoas da vacina da gripe

22/10/2014 - 08:09


A ideia de que a vacina contra a gripe está associada a efeitos secundários ou que induz a doença é um dos motivos que leva os grupos alvo da vacinação a não se imunizarem, segundo um estudo apresentado esta terça-feira, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


O trabalho ainda preliminar foi conduzido pelo Instituto Nacional de Saúde (INSA) através de inquéritos feitos a cerca mil famílias portuguesas, tendo como alvo as pessoas com mais de 65 anos e os doentes crónicos, os grupos a quem é altamente recomendada a vacinação e para quem a vacina é gratuita nos centros de saúde.

 

Segundo Baltazar Nunes, do INSA, muitas pessoas alegam que quando tomaram a vacina tiveram gripe ou desenvolveram uma gripe mais forte. Contudo, o especialista explicou à Lusa que não há qualquer descrição de uma relação causa-efeito entre a toma da vacina e o desenvolvimento da gripe.

 

“Durante o período da vacinação há mais incidência de outros vírus respiratórios. O que pode acontecer é que as pessoas desenvolvam uma constipação ou uma infecção respiratória provocada por outro agente e que pode ter uma sintomatologia próxima da gripe. Mas isso não tem relação com a vacina”, referiu.

 

As conclusões do trabalho desenvolvido por Baltazar Nunes e por Ana João Santos indicam ainda que a não toma da vacina está também associada a uma noção de que se é pouco susceptível à gripe.

 

“Acham que são saudáveis e não desenvolvem a doença ou que se a desenvolvem não é grave”, sintetizou Baltazar Nunes.

 

Outro dos três factores principais apontados para não se vacinarem é a dificuldade em aceder ao médico de família.

 

Perante estes resultados preliminares, Baltazar Nunes considera que é importante “realizar mais campanhas de informação e sensibilização para a importância da vacinação contra a gripe”.

 

O especialista lembrou que os grupos alvos definidos pela Direcção-Geral da Saúde estão em risco de desenvolver mais complicações associadas à doença, podendo mesmo registar “consequências graves”.

 

O INSA realizou esta terça-feira uma reunião sobre “Vigilância Epidemiológica da Gripe em Portugal”, em que se analisaram os resultados da vigilância da época gripal passada.

 

Segundo Raquel Guiomar, especialista do Instituto, a época passada foi considerada “moderada”, com o período epidémico a centrar-se nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2014, o que é considerado “mais tardio do que o habitual”.

 

Não foram verificados excessos de mortes relacionados com a gripe e a maior percentagem de casos da infecção registaram-se em jovens e adultos entre os 15 e os 44 anos.

 

Quanto aos internamentos e admissões nos cuidados intensivos por gripe, 72% dos doentes tinham doença crónica, mas apenas 3,8% se tinha vacinado.

 

Segundo Raquel Guiomar, relativamente à época gripal deste ano, Portugal mantém-se ao dia de hoje sem qualquer caso de gripe sazonal, enquanto na Europa já se registaram alguns casos mas “muito reduzidos e esporádicos”.

 

Raquel Guiomar acrescentou à Lusa que a actividade gripal na Europa está ainda em níveis “muito baixos” e que em Portugal não foram ainda detectados casos de gripe.

 

Apesar de o tempo seco e frio proporcionar condições para a transmissão do vírus entre as pessoas, a especialista lembra que não é o único factor.

 

Adiantou também que é “imprevisível” se a época gripal deste ano vai ser forte ou moderada, mas aconselhou os portugueses que se enquadram nos grupos indicados pelas autoridades a levarem a vacina.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=738667

Pediatras classificam como segura a única vacina contra a meningite B

14/10/2014 - 08:13


A Sociedade Portuguesa de Pediatria considera a vacina contra a meningite tipo B, infecção que pode ser letal, como a "única forma de protecção contra a doença", indicando que pode ser administrada a todos os lactentes, crianças e adolescentes, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Comercializada há poucos meses em Portugal e com um custo unitário de 98,36 euros, esta vacina contra a meningite tipo B não está incluída no Programa Nacional de Vacinação nem tem qualquer comparticipação, sendo um medicamento sujeito a receita médica.

 

Em resposta à Lusa, a direcção da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) indicou que a vacina 4CMenB (cujo nome comercial é Bexsero®) é "actualmente a única disponível para prevenção da doença invasiva" conhecida como meningite tipo B.

 

A Comissão de Vacinas da Sociedade de Infecciologia da SPP analisou esta vacina, considerando que “é imunogénica e segura em lactentes, crianças e adolescentes”.


“Mesmo desconhecendo-se com precisão qual será a percentagem das estirpes circulantes em Portugal cobertas pela vacina, ela é, actualmente, a única forma de proteção contra a doença invasiva meningocócica tipo B”, refere a recomendação.

 

A Direcção-geral da Saúde encontra-se ainda a analisar a vacina, nomeadamente para perceber a sua adequação à bactéria que geralmente circula em Portugal.

 

“Estamos a estudar a vacina propriamente dita e a tentar perceber se a que existe se adequa à nossa bactéria”, declarou à Lusa a subdirectora-geral da Saúde Graça Freitas.

 

Na sua recomendação, a Comissão de Vacinas da Sociedade de Infecciologia da SPP refere que a vacina mostrou ser segura e induzir memória imunológica em todos os grupos etários.

 

Já os efeitos secundários esperados, como febre e reacções locais, “têm uma incidência semelhante às vacinas” do Programa Nacional de Vacinação.

 

Segundo o esquema vacinal aprovado pela Agência Europeia do Medicamento, a vacina contra a meningite B requer duas ou quatro doses, com intervalos mínimos de um a dois meses, dependendo da idade da criança a vacinar.

 

A taxa de letalidade da meningite situa-se entre os cinco e os 14 por cento, sendo que 11 a 19 por cento sobrevivem com alguma sequela a longo prazo.

 

Em Portugal, de acordo com os dados mais recentes analisados pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, em 2011 mais de 70% dos casos de meningite pertenciam ao tipo B.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=736792

Todos os dias faltam 150 mil embalagens de medicamentos nas farmácias

13/10/2014 - 08:36


Entrar numa farmácia com uma receita médica e conseguir aviar todos os medicamentos prescritos é cada vez mais uma raridade. Todos os dias faltam, em média, 150 mil embalagens nas farmácias portuguesas – um cenário que se tem agravado nos últimos anos. De ansiolíticos a medicamentos para o colesterol, as carências são muitas e, na maior parte dos casos, mantêm-se ao longo de todo o ano, alerta o Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (Cefar) da Associação Nacional das Farmácias (ANF), avança o jornal Público.


Perante o crescente número de queixas, a ANF montou há um ano um barómetro diário das falhas, que permite perceber em tempo quase real que medicamentos estão em falta e onde, explicou ao Público a directora-executiva do Cefar. “No acumulado de 12 meses, entre Agosto de 2013 e Julho de 2014, registámos um total de 57 milhões de embalagens em falta, que foram reportadas por 2227 farmácias, o que corresponde a mais de 78% das farmácias existentes em Portugal”, adiantou Suzete Costa.

 

O problema, sublinhou a responsável, é ainda mais grave pelo facto de na lista dos medicamentos que mais têm faltado estarem fármacos para doenças crónicas, como a doença pulmonar obstrutiva crónica, diabetes, ou mesmo ansiolíticos e anticoagulantes. “A grande maioria são medicamentos que as pessoas precisam de tomar o ano inteiro, o que as obriga a ir a duas e três farmácias e mesmo assim voltarem de mãos a abanar”, acrescentou. As dificuldades são tantas que muitas farmácias já alocaram um funcionário “só para pesquisar onde é que se pode ir buscar os medicamentos e percorrer os grossistas para conseguir o fármaco”, reforçou a directora deste centro da ANF.

 

Quanto a justificações para a degradação do acesso ao medicamento em Portugal, Suzete Costa refere “razões multifactoriais”. “Nunca tivemos isto no passado. Se recuarmos cinco anos, podíamos ter situações pontuais em que o medicamento só chegava da parte da tarde, mas era raro o utente não levar os medicamentos todos de uma vez. Agora, sobretudo desde 2011, muitas farmácias com as reduções progressivas de preço dos medicamentos e com a alteração drástica do sistema de remuneração têm dificuldade em manter os níveis de stock”, apontou a responsável do Cefar.

 

Preços em baixa nos últimos anos

 

Os últimos dados da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) mostram que o preço médio global de uma embalagem de um fármaco no Serviço Nacional de Saúde não passou, em Abril deste ano, dos 12,08 euros. O valor sobe para 15,41 euros no caso dos medicamentos de marca e desce para 7,17 euros nos genéricos, quando em 2009 em todos os casos o valor estava próximo dos 16 euros.


Suzete Costa referiu, ainda, que “também há medicamentos que não existem mesmo em Portugal porque por terem um preço tão baixo deixam de ser atractivos para as farmacêuticas”. Depois, surgem situações mais pontuais em que os laboratórios não conseguem dar resposta à procura por limites na capacidade de produção, como é o caso da vacina BCG (contra a tuberculose).

 

“Sempre que o Estado reduz os preços dos medicamentos para reduzir a sua despesa, isso tem implicações para quem tem um sistema de remuneração parcialmente indexado ao preço. Sempre que há cortes administrativos nos preços, a remuneração dos grossistas e da farmácia baixa. As insolvências e as penhoras são só o caso limite, o extremo deste cenário de degradação que começa com a falta de medicamentos nas prateleiras”, afirmou a responsável do centro da ANF, que adiantou que em Junho existiam 1756 farmácias com fornecimentos suspensos por dívidas aos grossistas, com a dívida litigiosa a ultrapassar já os 303 milhões de euros. Em Dezembro de 2013 eram 1567 as farmácias nesta situação, quando em 2011 eram 795 e em 2009 apenas 255, o que significa que o número disparou quase 600% em cinco anos.

 

 

Fonte: Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/todos-os-dias-faltam-150-mil-emb...

Ébola: Portugal terá acesso ao soro experimental se necessário

09/10/2014 - 07:37


O ministro da Saúde assegurou esta quarta-feira que a Direcção-Geral da Saúde (DGS) obteve garantias de que Portugal terá acesso ao soro experimental que foi administrado aos doentes que sobreviveram ao vírus do Ébola, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Paulo Macedo falava na Comissão Parlamentar de Saúde, onde garantiu que Portugal está preparado para responder a eventuais casos de ébola, o que passará pelo acesso ao soro experimental.

 

Além desta questão medicamentosa, Paulo Macedo disse que Portugal tem vindo a preparar-se para dois cenários: "Para a necessidade de repatriamento de um português que tenha sido infectado pelo vírus e para a importação de um caso do exterior".

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=735391
 

Uso prolongado de ansiolíticos pode elevar risco de Alzheimer

02/10/2014 - 07:41


O uso prolongado e indiscriminado de ansiolíticos e soporíferos pode aumentar o risco de um idoso desenvolver a doença de Alzheimer, segundo um estudo publicado no British Medical Journal, citado pelo Diário Digital.


Utilizados para tratar sintomas como a ansiedade e a insónia, os benzodiazepínicos (como o Rivotril®, Frontal®e Lexotam®) foram associados a um risco até 51% maior de desenvolver demência.

 

A pesquisa foi conduzida por um grupo de cientistas canadianos e franceses com recurso a dados do sistema de saúde do Quebeque, no Canadá.

 

Foram comparados 1.796 casos de Alzheimer em pessoas com mais de 66 anos com 7.184 idosos saudáveis (da mesma faixa etária) por um período de seis anos antes do diagnóstico da doença. Os resultados revelaram que quanto maior o tempo de uso do medicamento, maior o risco de demência. Acima de 180 dias, por exemplo, houve o dobro de probabilidades de desenvolver a patologia.

 

 

Fonte: Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=733716

Infarmed aprova Fampyra™ da Biogen Idec

01/10/2014 - 08:49


O Infarmed acaba de autorizar a utilização de Fampyra™ (fampridina, comprimidos de libertação prolongada), o primeiro tratamento destinado a combater as disfunções da marcha em doentes com Esclerose Múltipla (EM). Trata-se do primeiro tratamento que demonstrou ser eficaz em pessoas com todos os tipos de EM, tanto na forma surto-remissão, como nas formas secundária progressiva, primária progressiva e progressiva recidivante.


De acordo com um estudo publicado em 2011, cerca de 93% dos doentes com EM reportam problemas de mobilidade nos primeiros 10 anos do diagnóstico. Actualmente verifica-se um aumento do absentismo laboral, e consequentemente diminuição dos rendimentos, nos doentes que apresentam problemas da marcha , sendo que estes problemas são também responsáveis por uma diminuição da qualidade de vida dos doentes e cuidadores.

 

Fampyra™ aumenta a função neurológica através da melhoria da condução dos impulsos nervosos através dos neurónios desmielinizados. Em ensaios clínicos, os doentes que responderam a Fampyra™ apresentaram uma melhoria significativa na velocidade da marcha superior a 25 por cento e ficou demonstrado que Fampyra™ traz melhorias significativas na qualidade de vida dos doentes. Fampyra™ pode ser usado em monoterapia ou conjuntamente com outras terapêuticas para a EM, incluindo medicamentos imunomoduladores.

 

Para Ana Martins da Silva, especialista do Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar do Porto – Hospital de Santo António, “Fampyra™ representa um avanço importante no tratamento de um dos sintomas mais frequentes e incapacitantes para os doentes com EM. É um fármaco que melhora a marcha e a qualidade de vida destes doentes, independentemente do curso da doença ou da sua duração. Trata-se de um fármaco com algumas características, como sejam a facilidade de administração (2 comprimidos por dia), rápida e simples avaliação da resposta ao tratamento (em 15 dias na maioria dos doentes) e perfil de segurança bem conhecido. Considero estes fatores importantes para uma adequada utilização na prática clinica, assegurando a acessibilidade do fármaco aos doentes com EM e perturbação da marcha, os quais podem vir beneficiar deste novo medicamento. Por fim, realço que a combinação de fármacos adequados, como Fampyra™, e programas de fisioterapia individualizados e regulares, são indispensáveis para a melhoria da marcha e consequentemente da incapacidade dos doentes com EM.”

 

Fátima Paiva, presidente da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla explica que “este é um medicamento cuja comparticipação aguardamos com bastante expectativa desde 2011, pois sabemos que é a única solução disponível para alguns portadores, especialmente para os casos de EM secundária progressiva e para todos aqueles que vêm a sua mobilidade afectada, representando a possibilidade de recuperar alguma qualidade de vida”.

 

 

Fonte: comunicado de imprensa 

Excesso de antibióticos antes dos dois anos traz risco acrescido de obesidade

30/09/2014 - 08:38


Administrar antibióticos às crianças com menos de dois anos aumenta o risco de obesidade infantil, mais agravado nos casos em que recebem doses maiores, segundo um estudo publicado esta segunda-feira, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.


“Na medida em que a obesidade resulta de múltiplas causas, reduzir a prevalência depende da identificação e controlo de todos os fatores de risco”, explicou Charles Bailey, do hospital pediátrico de Fiadélfia (Pensilvânia), principal autor da investigação publicada no Journal of the Medical American Association (JAMA).

 

Os investigadores estudaram os dossiers médicos de mais de 64 mil crianças, desde a nascença até aos cinco anos, entre 2001 e 2013, e descobriram que 69% das crianças tinham tomado antibióticos duas ou três vezes antes dos dois anos.

 

Quatro vezes como tecto máximo

 

A taxa de prevalência de obesidade nas crianças era de 10% aos dois anos, 14% aos três anos e 15% aos quatro anos, enquanto o excesso de peso era de 23% aos dois anos, 30% aos três anos e 33% aos quatro anos.

 

Os cientistas determinaram que as crianças tratadas com antibióticos quatro ou mais vezes antes dos dois anos corriam um risco ainda maior de obesidade.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/excesso-de-antibioticos-ant...

Vacina do HPV passa a ser dada em duas doses aos 10 anos

29/09/2014 - 09:28

A vacina contra infecções por vírus do papiloma humano (HPV) passa a ser administrada em duas doses, a raparigas entre 10 e 13 anos, segundo o Programa Nacional de Vacinação 2014, publicado em Diário da República. A vacina era feita em três doses aos 13 anos, avança o Correio da Manhã.


Segundo o despacho do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Leal da Costa, a "vacinação com a vacina HPV pode ser completada gratuitamente com a administração da dose em falta até aos 25 anos de idade, inclusive".

 

Ao CM, a subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou que "não é por uma questão economicista" que a vacinação passa a duas doses, aos 10 anos. "Pelo contrário, numa primeira fase até pode haver uma maior afluência à vacinação, uma vez que se alarga o leque das idades a vacinar", explicou Graça Freitas.

 

Segundo a responsável, a imunidade das raparigas é garantida com apenas duas doses. "Os estudos feitos e publicados pelos laboratórios foram aprovados pela Agência Europeia do Medicamento e pela Autoridade Nacional do Medicamento". A vacina previne doenças oncológicas, como o cancro no colo do útero.

 

 

Fonte: Correio da Manhã
http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/vacina_do_hpv_dada_...

Novartis lança tratamento para Hiperactividade com Défice de Atenção no adulto

26/09/2014 - 09:24


A Novartis disponibiliza agora em Portugal um tratamento para a Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA) diagnosticada no adulto.


A PHDA no adulto é caracterizada por uma necessidade excessiva de actividade motora acompanhada por períodos de desatenção e impulsividade. O tratamento permite ao doente melhorar o funcionamento psicológico e a autoconfiança, as relações pessoais dentro e fora da família, o seu funcionamento profissional e académico, desempenho cognitivo, concentração durante a condução e a sua qualidade de vida.

 

Todos os anos são diagnosticados 4 mil novos casos.

 

Quando esta perturbação do neuro desenvolvimento ocorre no adulto, o seu diagnóstico nem sempre é imediato, situação que pode causar transtornos ao longo da vida. Tendo por base a sintomatologia predominante, a prevalência da doença pode dividir-se em três subtipos: desatento, hiperactivo/impulsivo e combinado.

 

Os sintomas associados ao primeiro subtipo são os que têm maior impacto funcional e estão correlacionados com a depressão e ansiedade. Alguns comportamentos podem indicar a presença desta perturbação, por exemplo: distração, esquecimento, dificuldades na planificação de tarefas e sensibilidade ao stresse. No caso de hiperactividade/impulsividade, alguns dos sintomas predominantes são nervosismo constante, inquietação e dificuldade em permanecer sossegado.

 

Estima-se que 70% dos doentes diagnosticados com PHDA na infância continuem a ter sintomas na idade adulta. No entanto, com o passar dos anos, os sinais relacionados com a hiperactividade e a impulsividade tendem a ser menos evidentes, predominando a desatenção e a incapacidade executiva. O factor idade é um inimigo do diagnóstico, pois os doentes, após atingirem a maturidade, podem adaptar-se à doença e compensam alguns sintomas mais comuns.

 

Alguns estudos familiares, de gémeos e adopção mostraram uma forte componente, cerca de 30%, na hereditariedade da doença. Estima-se que a hereditariedade da PHDA no adulto seja de cerca de 30% nos homens e nas mulheres Contudo, a transmissão da doença é explicada pela herança genética e nada tem que ver com a transmissão cultural passada de pais para filhos.

 

 

Fonte: comunicado de imprensa 

Espanha chega a acordo com laboratório que fabrica fármaco para hepatite C

25/09/2014 - 07:15


O Ministério da Saúde espanhol chegou a acordo com o laboratório que fabrica o mais recente medicamento para tratar a hepatite C, que deverá começar a ser coberto pelo sistema público dentro de semanas, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.


A ministra da Saúde espanhola, Ana Mato, fez o anúncio antes da reunião informal de conselheiros sanitários das comunidades autónomas espanholas, que se realizou esta quarta-feira em Santiago de Compostela (Galiza).

 

A governante explicou que a proposta seguirá para a Comissão Interministerial de Preços dos Medicamentos na próxima semana.

 

Após a aprovação, o sofosbuvir, um medicamento de última geração, com elevadas taxas de sucesso no combate à hepatite C, será incorporado na lista dos fármacos financiados pelo serviço público de saúde espanhol, permitindo que os médicos possam prescrevê-lo aos pacientes que dele necessitem.

 

Desde 01 de Agosto que outro medicamento, o simeprevir, integra a lista de fármacos para a hepatite C financiados em Espanha.

 

O tema do tratamento para a hepatite C está na agenda também em Portugal.

 

Depois de, em Julho, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, ter considerado o preço pedido pela indústria para o novo medicamento “totalmente imoral”, Portugal apresentou à União Europeia, na segunda-feira, uma proposta para definir um preço máximo para o sofosbuvir.

 

A proposta de Portugal propõe a fixação do preço do medicamento em 4.151 euros, cerca de 11 vezes menos do que o valor da primeira proposta de preço, apresentada pela farmacêutica americana que comercializa o fármaco (48 mil euros).

 

A autoridade portuguesa do medicamento (Infarmed) considera que os preços propostos pela indústria farmacêutica constituem uma barreira significativa no acesso ao tratamento dos doentes a nível europeu.

 

“No sentido de permitir o acesso destes medicamentos aos doentes que deles precisam é necessário encontrar um preço justo e comportável para os sistemas de saúde europeus. Neste sentido, é imprescindível delinear uma estratégia europeia comum que inclua um processo de negociação conjunto com a indústria farmacêutica”, sustenta o Infarmed, na proposta.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/espanha-chega-a-acordo-com-...
 

RCM Pharmagazine

PHARMAGAZINE

Edição 18 online

 

 

A Revista de Comunicação e Marketing

 
 
 

Partners
Developed by